[SÉRIE] “Maniac” – Primeiras Impressões: Dramas familiares e a dificuldade de se conectar com os outros

[SÉRIE] “Maniac” – Primeiras Impressões: Dramas familiares e a dificuldade de se conectar com os outros

Maniac é a nova série produzida pela Netflix. Baseada em uma série norueguesa de 2014, também chamada “Maniac”, é dirigida por Cary Joji Fukunaga (Jane Eyre, True Detective – 1ª temporada, Beasts of no Nation) e estrelada por Emma Stone (La La Land, Birdman) e Jonah Hill (21 Jump Street, Wolf of Wall Street). A série, até agora, tem uma temporada com 10 episódios e estreou hoje, dia 21 de setembro de 2018.

Fomos convidadas pela Netflix Brasil para conferir o evento de lançamento da série, que aconteceu nesta quinta-feira, dia 20 de setembro. Assistimos aos dois primeiros episódios da série e falaremos um pouquinho das nossas primeiras impressões (sem spoilers).

Duas pessoas com problemas que se encontram por acaso

Assistimos aos dois primeiros episódios sem saber muito sobre a série. De acordo com a sinopse da própria Netflix se trata de “uma droga experimental que promete tratar de problemas com a mente, mas as coisas não vão como planejadas”.

No início do primeiro episódio somos colocadas diante de um discurso interessante sobre como precisamos criar conexões com as pessoas para que possamos existir, e como essas conexões são importantes desde o começo dos tempos.

Nos dois primeiros episódios, entretanto, pouco sabemos da pílula ou do que se trata o experimento, já que são episódios mais focados em nos mostrar quem são nossos personagens principais: o primeiro focado na perspectiva de Owen Milgrim (Jonah Hill) e o segundo na perspectiva de Annie Landsberg (Emma Stone). Mas, mesmo com esses primeiros episódios sendo dedicados a eles, compreendemos pouco da história dois, e torcemos para que nos deem mais detalhes conforme a série avança.

Sabemos, a partir do episódio de Owen, que ele tem sérios problemas com a família, que está com algum problema judicial, e que é um rapaz bastante solitário. Owen é o tipo de cara que não dá certo com o que a família impõe, que quer sua liberdade, morar sozinho, se afastar de uma família que lhe traz mais problemas do que conforto. Sabemos também que Owen tem algum tipo de distúrbio, provavelmente esquizofrenia, e sofre de visões e sensações que não estão realmente acontecendo.

Já no episódio de Annie, descobrimos que é uma mulher amarga, que teve problemas com sua irmã e fuma um cigarro atrás do outro, estando sempre nervosa. Percebemos que é um pouco impulsiva e está disposta a fazer o que for necessário para entrar no teste com as pílulas. Annie é uma garota forte que enfrentou um bocado de coisas e está tentando sobreviver da forma que pode, mesmo que sempre esteja triste e ressentida.

Maniac

 

A ambientação da série é outra atração interessante. O material tecnológico é antigo, como monitores de tubo e muita fiação, mas também temos várias luzes e efeitos de neon, trazendo uma sensação de futuro distópico imaginado nos anos 1970, como se os objetos fossem saídos de algum filme de ficção científica. As roupas da família de Owen, durante uma cena de jantar, também parecem antiquadas, enquanto as roupas do próprio Owen e de Annie pareçam dos dias atuais. É como se as pessoas fossem dessa geração, mas sua tecnologia ficasse entre o passado (em relação aos objetos) e o futuro (em relação às suas funcionalidades). Não dá para saber exatamente em que ano se passa a série, mas tirando a tecnologia, parece se passar no período atual.

Uma surpresa agradável é o tipo de humor que a série apresenta nos dois primeiros episódios. De forma orgânica, sem apelar para os distúrbios emocionais ou mentais dos personagens, a série explora um humor mais simples, por vezes através da repetição de alguns atos, e com piadas tranquilas, alternadas de forma bastante natural entre os momentos de drama e de tensão.

Maniac

 

A série já se encontra disponível completa no serviço de streaming, e pode ser uma boa aposta para o final de semana e para quem gosta de séries com um fundo dramático e dramas familiares.

Após a exibição dos dois primeiros episódios, participamos de uma experiência sobre a série. Essa experiência fica aberta para a visitação do público até domingo na Japan House, na Avenida Paulista, em São Paulo, com os seguintes horários: 21 e 22 de setembro das 10:00 às 22:00 e 23 de setembro das 10:00 às 18:00.

Vocês podem conferir o trailer da série logo abaixo:

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Formada em História, escreve e pesquisa sobre terror. Tem um afeto especial por filmes dos anos 1980, vampiros do século XIX e ler tomando um café quentinho.
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