O Diabo Veste Prada 2 é a continuação do amado filme de 2006, baseado no livro de Lauren Weisberger.
Nesta segunda parte, Anne Hathaway, Meryl Streep, Emily Blunt e Stanley Tucci retornam 20 anos depois para reprisar seus papéis como Andy, Miranda, Emily e Nigel.
Dirigido por David Frankel e escrito por Aline Brosh McKenna, o filme estreia dia 30 de abril nos cinemas do Brasil.
O enredo de O Diabo Veste Prada 2
Em 2006, conhecemos Andrea “Andy” Sachs, vivida por Anne Hathaway, como uma jovem recém-formada na universidade que tem grandes sonhos de se tornar uma jornalista séria e respeitada, mas precisa encarar a realidade de um mercado de trabalho hostil e os custos de viver em uma grande metrópole.
Por isso, Andy aceita um emprego como segunda assistente de Miranda Priestly (Meryl Streep), a editora-chefe da revista de moda Runway e também uma chefe abusiva e exigente, que leva os funcionários à loucura.
Andy, então, precisa se reconciliar com as próprias convicções enquanto aprende a respeitar o trabalho por trás da indústria da moda e a lidar com sua admiração conflituosa pela figura de Miranda.
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Nesta continuação, voltamos ao mundo da Runway em uma reunião de velhos conhecidos, impulsionada por uma crise de relações públicas que afeta a revista e o controle de Miranda sobre a publicação.
Dessa vez, com mais experiência e confiança, Andy busca se tornar uma peça-chave para a Runway e para Miranda, enquanto luta para manter o emprego sem sacrificar os próprios valores.
Completam o quadro de protagonistas alguns personagens queridos do primeiro filme, como Nigel, vivido por Stanley Tucci, e Emily Charlton, interpretada por Emily Blunt.
Agora, Emily não é mais apenas uma assistente na Runway e assume um papel importante, representando a relação atual entre imprensa e publicidade. Também fazem parte do elenco diversos nomes, como Simone Ashley, Justin Theroux, B.J. Novak e Lucy Liu.
Apenas mais uma continuação?
Em um momento do cinema mainstream marcado por incontáveis sequências, live-actions e remakes de histórias já conhecidas e amadas pelo público, O Diabo Veste Prada 2 se destaca como um exemplo que foge da fórmula empregada na maioria dessas produções, que se apoiam exclusivamente na nostalgia e no afeto dos fãs.
O filme consegue resgatar os personagens antigos em uma história nova, apresentando dinâmicas inéditas e seu desenvolvimento.
Há um salto temporal de 20 anos, então muitas mudanças precisam ser abordadas de uma forma que não pesem no roteiro.
Há um salto temporal de 20 anos, então muitas mudanças precisam ser abordadas de uma forma que não pesem no roteiro — algo que o filme alcança ao reintroduzir personagens icônicos não como os deixamos em 2006, mas mais evoluídos, confiantes e até mesmo cansados, ainda assim mantendo os principais traços que os tornaram tão populares.

O mundo ao redor dessas personagens também mudou; portanto, vemos diversas referências nesse aspecto, como a necessidade de seguir as regras do RH, as novas formas de consumo e o que recebe atenção da mídia de massa nos dias atuais.
O enredo está centrado no tempo em que foi produzido, com debates sobre IA, fast fashion, criatividade e quem representa o “big money” hoje em dia.
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O Diabo Veste Prada 2 parece apontar para as transformações que impactaram a indústria da moda durante esses 20 anos, mas também para os efeitos positivos e negativos de mudanças culturais no mundo ocidental.
Vemos então uma interpretação do que seria uma imprensa livre em um mundo de pós-verdade — isso, é claro, dentro dos limites de produções hollywoodianas sobre uma cultura centrada no dinheiro.
O diabo veste Prada e acessa o TikTok
Colhendo os benefícios do sucesso do primeiro filme, O Diabo Veste Prada 2 conta com um elenco ainda mais recheado de estrelas, para além das protagonistas, assim como a presença de vários rostos conhecidos da internet pelos para fãs de cultura pop e os “cronicamente online”.
Apesar das rápidas aparições e dos papéis reduzidos, esse aspecto da produção torna o filme ainda mais um produto da década de 2020 e do universo de influências que busca retratar.
Também é um aceno ao público jovem, que pode não ter o mesmo vínculo com a história daqueles que assistiram à primeira parte em 2006.
O entrosamento do elenco principal continua sendo o ponto-chave que torna o filme cativante e leve, mesmo ao abordar temas complexos e com a adição de novos personagens.
O roteiro alcança um bom equilíbrio entre a comédia e o tom irônico das personagens, assim como nos momentos de maior drama — algo sempre muito bem executado pelo elenco.
Meryl Streep quebrou sua regra de “sem continuações” para voltar a encarnar uma Miranda Priestly agora muito mais cansada e desgastada pela indústria e pelos arrependimentos na vida pessoal, mas sem deixar de lado o comportamento ácido e intransigente da personagem.
Assim como Anne Hathaway e Emily Blunt, que apresentam versões mais maduras de suas personagens, afastando-se dos aspectos de descoberta e incerteza — que, na prática, nunca desaparecem completamente, mesmo após 20 anos.
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Os “chick flicks” precisam voltar
O Diabo Veste Prada 2 cumpre seu objetivo de mostrar os conflitos do mundo atual a partir de um protagonismo feminino; desta vez, focado não nas novas gerações, mas em profissionais com mais de 20 anos de carreira.
A obra atualiza também o retrato das mulheres com mais de 40 anos em 2026. Faz isso de forma sentimental e divertida, mantendo o tom que consagrou a história e causou grande impacto nos então chamados “filmes de mulherzinha”.
O filme representa um gênero do cinema que, nos anos 2000, vinha ganhando cada vez mais espaço, para então ser preterido pelos grandes blockbusters.
A continuação de O Diabo Veste Prada (2006) prova que ainda há espaço no cinema para produções de médio orçamento, para o protagonismo feminino, para as comédias românticas e para filmes leves, e que é possível fazer isso de maneira madura e séria, sem deixar de ser divertido.
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