Capitã Marvel: o filme de super-heroína que qualquer garota queria e precisava!

Capitã Marvel: o filme de super-heroína que qualquer garota queria e precisava!

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Nesta quinta-feira, 07 de março, estreou nos cinemas o tão aguardado filme de Carol Danvers, a Capitã Marvel! E não é por sermos fãs de super-heroínas, histórias em quadrinhos ou da própria Marvel, mas garantimos que este é, sim, um filme impecável. Se você é uma assídua fã dos últimos 10 anos de MCU, o universo cinematográfico Marvel, ou apenas alguém que aprecia uma boa história, saiba que “Capitã Marvel” merece ser visto o quanto antes e nós vamos te contar porquê.

Aviso: pode conter spoilers!

Capitã Marvel

Sobre a história, sem dar muitos spoilers, só podemos dizer que a jornada da heroína é linda! O começo parece um pouco confuso até para quem acompanha os quadrinhos, mas a escolha narrativa foi certeira, levando a espectadora a desvendar a misteriosa origem de Carol Danvers ao lado da protagonista. Ao contrário do que foi especulado, Jude Law é apenas o Yon-Rogg mesmo, um vilão declarado nas HQs e um mistério até os momentos decisivos do filme, e Anette Bening não é Mari-Ell, a mãe da heroína, mas Mar-Vell/ Dra. Lawson! Era certo que o personagem que se torna o Capitão Marvel nas HQs não ficaria de fora, mas além de coerente para a história, pois continua sendo a chave para os poderes de Carol Danvers, transformá-lo em uma personagem feminina é empoderador e segue a linha mais feminista das HQs atuais. Além disso foi também uma solução brilhante que homenageia o personagem lá da década de 60 e ao mesmo tempo faz referência à primeira origem da Capitã Marvel nos quadrinhos.

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Capitã Marvel

E a protagonista Brie Larson está simplesmente impecável. A atriz incorpora uma Carol Danvers esperta, corajosa e destemida, que não aceita ordens com facilidade, não leva desaforo pra casa e que acredita na própria força e potencial. Apesar da falta de memória que a faz questionar suas origens e seu lugar no mundo, logo no início vemos a personagem, então sob o nome Vers, lidando com a dificuldade de controlar o seu emocional. Ela é forte e sabe disso, é capaz de derrotar qualquer um e não tem dúvidas, mas algo a faz vacilar e a impede de destravar todo o seu poder. E é incrível como a heroína cresce e desabrocha por si mesma. Diferente de outros filmes, até como “Mulher-Maravilha“, em “Capitã Marvel” não há um interesse romântico ou a necessidade de um homem para fazê-la mais poderosa. Ela descobre-se poderosa sozinha. É claro que Yon-Rogg e Nick Fury (Samuel L. Jackson) estão ali, mas não depende deles transformá-la em uma das heroínas mais fortes do universo.

Capitã Marvel

Se tem alguém que faz isso é Maria Rambeau (Lashana Lynch), ao lado de sua filha, Monica Rambeau (Akira Akbar), que dão um show de sororidade quando Carol Danvers mais precisa. Ao lembrá-la de todos os momentos em que ela esteve presente, seja quando Maria assumiu a gravidez e a criação da filha ou quando insistiu na carreira como pilota da Força Aérea Norte-Americana, elas fornecem o suporte necessário que a Capitã precisa para tornar-se a heroína que vai chutar quantas bundas for preciso para salvar a Terra e o universo. E com a memória da Dra. Lawson/ Mar-Vell como um norte para as suas ações, além dos poderes que possui graças a cientista, a ideia de fazer o possível para salvar vidas é igualmente inspirador. Talvez nem todo mundo tenha ideia de quanto tempo esperamos por isso, mas um filme de super-heroína com mulheres sob os holofotes, reinando absolutas, foi um sonho que se tornou realidade, e não é a toa que tantas meninas e mulheres saíram das salas de cinemas emocionadas.

Capitã Marvel

Outros detalhes tão importantes quanto a história precisam ser exaltados e vamos começar enaltecendo como “Capitã Marvel” nos carrega para a década de 90. Se você foi uma garota que cresceu nesta época, temos certeza de que não vai conseguir conter a emoção. A videolocadora, o fliperama, todas as piadinhas envolvendo a tecnologia da época que para nós era de última geração, mas para as demais raças alienígenas não passa de coisa ultrapassada, dão uma certa leveza ao filme e aquele gostinho bom de nostalgia.

Para quem é fã de gatos, Goose é um show a parte! No filme ela é uma gatinha que rouba a cena sempre que aparece, fazendo parceria com Nick Fury mais do que a própria Carol Danvers. Em momentos hilários que qualquer mãe ou pai de gato vai se identificar, Goose garante bons momentos para quebrar a tensão da narrativa. E falando em tensão, o ritmo é frenético do início ao fim, mesclando o mistério sobre a origem da Capitã com momentos dramáticos, nos quais ela questiona seu potencial, e muita ação na hora de sentar a porrada nos oponentes.

Capitã Marvel

E a trilha sonora, meus amigos e minhas amigas… Em MUITOS momentos você vai se pegar cantarolando hinos da década de 90, inclusive chateada por estar no cinema e não poder soltar a voz! Com “Only Happy When It Rains” (Garbage), “Waterfalls” (TLC), “Celebrity Skin” (Hole) e “Just A Girl” (No Doubt), a trilha é um show de representatividade, não apenas pelas bandas femininas ou mulheres nos vocais, mas também pelas letras que se encaixam nos momentos certos. Inclusive, quando começa a tocar “Just A Girl” durante uma das lutas principais é difícil conter a emoção.

Outros momentos são emocionantes da mesma forma, como durante os flashs do passado de Carol Danvers, que a assombram por boa parte do filme. É difícil não se identificar com todas as vezes em que o mundo (leia-se homens) insiste que ela não deveria estar ali, que não deveria fazer o que tem vontade, como dirigir ou pilotar, porque não conseguiria, porque não é capaz, porque não é coisa para uma garota fazer… Mas ela nunca desiste! Ela se levanta a cada vez que cai e tenta de novo, porque é isso que garotas fazem, desde sempre. É isso que super-heroínas fazem!

Capitã Marvel

O filme é coerente e consegue fazer um link com tudo que já vimos até agora no MCU, seja pela narrativa ou pelos personagens que já conhecemos, mas sem dar um destaque que eles não precisam agora. Foi ótimo ver como nasce a relação entre Fury e Coulson, ou um Fury mais humano e frágil, diferente daquele que a gente já conhece e até cansou de ver. Mas o legal de “Capitã Marvel” é que os personagens masculinos são coadjuvantes, pela primeira vez depois de duas dezenas de filmes estrelados por homens, e ver mulheres em primeiro plano neste primeiro filme de super-heroína foi sensacional, mesmo! E de uma forma leve, apesar das male tears, da ameça de boicote, do mimimi sobre “forçar feminismo goela abaixo”, etc… “Capitã Marvel” é empoderador de uma forma natural, quase que cotidiana, e nós, que lutamos pelo empoderamento feminino, sabemos que a mudança acontece muito mais no dia-a-dia do que na “lacração” que insistem em relacionar, erroneamente, ao feminismo.

Capitã Marvel

Capitã Marvel” tem uma história incrível de uma protagonista que já era super-heroína antes mesmo de receber seus poderes, que não abaixou a cabeça nem desistiu ao ouvir que não era capaz, que acreditou em si em mesma e, até quando não conseguiu, teve ao seu lado outras mulheres para mostrar que ela pode, sim, fazer qualquer coisa. Este é um filme com uma protagonista que é esperta, inteligente, engraçada e corajosa, que chuta bundas como ninguém e que aceita ajuda quando precisa, mas que é auto-suficiente se precisar também. E que também é linda, se é que isso ainda deveria importar.

E além de tudo, é um ótimo momento para ver uma das últimas aparições de Stan Lee, em um universo criado por ele com tanta dedicação e paixão, ou a breve aparição da talentosa roteirista Kelly Sue DeConnick, sem a qual não teríamos uma Capitã Marvel tão inspiradora nos quadrinhos e agora nos cinemas. Não importa o que digam, Capitã Marvel está lindo e emocionante, sim, e vale muito a pena! Então não perde tempo e corre pro cinema assistir esse hino de filme!


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No momento gamer casual. Em tempo (quase) integral Comunicadora, Relações Públicas e Pesquisadora. Pisciana e sonhadora, meio louca dos signos, meio louca dos gatos. Fã de tecnologia, games, e-sports e outras nerdices.
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