4 artistas solo de k-pop que você precisa conhecer

4 artistas solo de k-pop que você precisa conhecer

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Não é novidade nenhuma que a Coreia do Sul é um fenômeno. Como já foi dito aqui no site com algumas publicações anteriores, o país asiático é referência no desenvolvimento tecnológico e está em excelente ascensão, dominando espaços musicais.

Um dos fenômenos musicais é o BTS, que já foi indicado ao Grammy, além do grupo feminino de K-pop BLACKPINK, que fez colaborações com Lady Gaga, Selena Gomez e Cardi B. No cinema, temos em destaque Parasite, que levou quatro estatuetas do Oscar – incluindo Melhor Filme e Direção em 2020, e Minari, que também recebeu várias indicações à premiação.

Já os k-dramas (as “novelas” asiáticas) também são tendências há um bom tempo nos streamings. A Netflix, por exemplo, tem investido pesado nessa área, tanto em mais produções do tipo, como também na expansão de dublagens com diversos idiomas visando a inclusão e distribuição mundial das obras.

Grupo de k-pop BLACKPINK
Grupo de k-pop BLACKPINK | Foto: divulgação

O K-pop não pode ser limitado a um gênero ou estilo musical, pelo menos não mais; na verdade, pode-se dizer que ele já é um estilo de vida e um fenômeno cultural. Ao pesquisar sobre isso, é possível encontrar uma infinidade de informação diversas, de todos os tipos: como funciona a dinâmica entre grupos, a estrutura de grupos que têm mais de cinco integrantes, as famosas eras de cada artista, o processo (considerado, por vezes, desumano) de ser tornar um k-idol (ídolo coreano), entre as audições, treinamentos e o desejado debut, que é a estreia dos artistas no ramo.

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Ao falar de K-pop, é praticamente um senso comum comentar sobre os grupos – sobretudo masculinos – e a graciosidade de suas coreografias complexas e MVs (music vídeos) superproduzidos com muitas cores, movimento e músicas viciantes. Por isso, acaba sendo até que chocante para algumas pessoas que não conhecem tanto esse mundo saber que, além de música pop, a Coreia do Sul produz, com primor, músicas dentro do estilo de hip hop e indie.

Além disso, também existem grandes artistas solistas (podendo ou não ser parte de algum grupo ou banda) que consagram seus trabalhos de maneira completa e que merecem muito reconhecimento. Pensando nisso, separamos alguns artistas solo que vocês precisam conhecer; são artistas dentro do k-pop, mas também do k-hip-hop e k-indie.

KEY (SHINee, ToHeart e solo)

KEY (SHINee, ToHeart) - artistas solo de k-pop
KEY | Foto: divulgação

Kim Kibum, também conhecido pelo nome artístico KEY, é admirado por sua excelente presença de palco nas apresentações do SHINee, seu incrível conhecimento de moda (não é a toa que seus cachorros se chamam Comme Des e Garçons em homenagem à grife fashion), além de sua indomável personalidade em entrevistas e shows de variedades sul-coreanas.

Rapper, face/visual e membro do aclamado grupo de K-pop SHINee desde 2008, Key também estrela o duo ToHeart, em que divide o protagonismo com Woohyun (INFINITE) desde 2014. Em 2018, após 10 anos de sua estreia musical, vimos toda a sua desenvoltura musical na carreira solo.

Se com o SHINee prestigiamos o brilhantismo dos cinco rapazes experimentando diversos estilos musicais (R&B, trap, pop-classical, retrô, MBD, eletro) e com o ToHeart compartilhamos as mais dançantes músicas pop, com o trabalho solo do KEY vivenciamos o melhor de sua trajetória musical. 

Com dois álbuns lançados (Face e seu repackage, que é um relançamento com adição de outras músicas, I wanna Be) e um na japonesa (Hologram), todos lançados em 2018, KEY nos apresentou sua maravilhosa versatilidade.

Com músicas que te fazem sentir nostalgia por aquilo que você nunca viveu, KEY também trará deliciosas referências ao funk dos anos 1970 e ao dançante electropop dos anos 1990-2000. Além da sonoridade marcante, através da presença de pianos, falsetes, tropical house clube e R&B, em seus trabalhos (tanto solo quanto no SHINee) podemos ver sua habilidade como compositor, que rendeu contribuições internacionais com artistas como Grimes e Years & Years.

No final de 2020, KEY encerrou seus deveres civis como militar na Coreia do Sul e retornou às atividades com o SHINee em março de 2021 com Don’t Call Me, o sétimo álbum do grupo, e no último dia 11 de abril houve o repackage com Atlantis. Atualmente, ele está planejado seu retorno solo para julho, e se você deseja acompanhar o trabalho de KEY, aqui está sua conta no Instagram (que sempre está sendo atualizada, como o bom it boy que ele é), além de seu perfil no Spotify.

Woosung (The Rose, solo)

Woosung - artistas solo de k-pop
Woosung | Foto: divulgação

Com o crescimento da internet e a estrutura musical construída nela, hoje pode se considerar surpreendente que artistas e bandas tenham sido criadas daquela maneira tradicional, com amigos se reunindo para criar músicas juntos. Contudo, foi mais ou menos assim que The Rose, a banda a qual o próximo artista faz parte, se formou.

Com quatro membros, Jaehyun é o responsável pelo baixo, HaJoon toca a bateria e para as guitarras e vocais estão presentes DoJoon e Woosung. A banda fez sua estreia em agosto de 2017, de forma independente, com o single Sorry. E através do estilo de rock clássico e uma pegada indie, The Rose ganhou destaque a nível mundial, fazendo inclusive turnês pela Europa e Estados Unidos.

Atualmente, três dos quatro membros se apresentam em hiatos, uma vez que cumprem suas atividades civis no exército sul-coreano. Resta, então, Woosung, que não tem essa obrigação, uma vez que é estadunidense nascido em Los Angeles.

Woosung foi apresentado à mídia em 2012, participando da primeira temporada de K-pop Star, um programa de calouros em que jovens artistas apresentam seus talentos. Alguns anos se passaram e, por contatos em comum, DoJoon o convidou para ser membro do The Rose.

Em 2019, ele fez seu debut solo oficialmente com o mini álbum Wolf. Por meio de sua voz baixa e um arranjo intimista, Woosung nos apresenta músicas atraentes, aconchegantes e que tornam possível o tempo passar fluidamente. Além da faixa título, Wolf reflete sobre a dualidade de homem entre a ferocidade e seus mistérios, já Face fala bastante sobre autoaceitação.

No MV (music video) da música é explorada a diversidade entre corpos e formas. Woosung também foi destaque em 2020 por cantar a música tema do dorama Itaewon Class (Netflix), a OST nomeada You make me back.

Tanto dentro da banda quanto em seu desempenho solo, o artista possuiu liberdade artística e por isso ele se encontra envolvido na criação e concepção das letras, sonoridade e arte de seus lançamentos. A direção artística de Woosung segue um estilo de k-rock, com baladas, jazz e R&B, tudo recriado com construções minimalistas que tornam possível a aproximação do artista com seu ouvinte.

Além da banda e seus singles, Woosung possui um canal no Youtube em que posta covers.

BIBI (solista)

BIBI - artistas solo de k-pop
BIBI | Foto: divulgação

Ousada, atrevida e sarcástica, a jovem rapper que debutou em 2019 se chama BIBI e, como muitos costumam dizer, ela aterroriza a Coreia conservadora.

Naked Bibi (como também é conhecida) lembra muito a Melanie Martinez: com uma voz doce, emoldurada em uma estética colorida e “fofa”, BIBI apresenta letras ousadas sobre liberdade, privacidade e proteção, além de construir análises e críticas interessantes sobre a cultura coreana em geral.

Na canção Cigarette and condom, ela canta abertamente sobre o desejo de manter relações sexuais casuais pura e simplesmente pelo desejo de ter prazer e relaxar, sem necessariamente ter de estar apaixonada para tal.

Descoberta em um programa chamado The Fan, BIBI performou covers de grupos populares e consagrados, entre eles Red Velvet e f(x). Com a liberdade de reestruturá-las e adaptá-las ao seu estilo, BIBI reformulou tais músicas, mantendo a essência original e reconstruindo cada uma de maneira esplendorosa. Além disso, ela atualiza anualmente o seu soundclound com produções independentes, e em entre 2020 e 2021 publicou diversos MVs e músicas originais.

So!YoON! (SE SO NEON, solista)

So!YoON! - artistas solo
So!YoON! | Foto: divulgação

SE SO NEON é uma banda (trio) de k-indie formada em 2016, a qual, em 2018, passou por uma reformulação de membros, já que dois deles (Gangto e Fancy Moon) tiveram que cumprir seus deveres militares; logo, ingressaram U-Su e Hyunjin no lugar. So Yoon permaneceu como a “líder” do grupo, guitarrista e vocal principal. A cantora também possui contribuições com outro grande artista solo do k-pop chamado Dean – e So Yoon fez parte da composição de faixa Instagram.

Em 2019, ela lançou seu álbum solo intitulado So!YoON! e surpreendeu a muitos ouvintes pela maturidade musical apresentada ali: a cantora que, na época com 22 anos, não só cantou mas também esteve envolvida com a produção do álbum.

Com sua voz rouca e baixa, as canções trazem um equilíbrio entre o jazz, o pop alternativo e o indie, misturando baixo, trompetes e batidas que são inseridas à construção musical de maneira totalmente harmônica, tornando este álbum um debut solo extremamente delicioso de ouvir e um ótimo início de carreira.

Das faixas desse álbum, duas que se destacam são Holiday, que fala sobre curtir o dia com alguém que você gosta muito, brincando com a voz considerada andrógena de Yoon; e Forever Dumb, que conta com a participação especial de Sam Kim, trazendo uma sensação saudosista bastante reconfortante com a vibe do início dos anos 2000, ainda que a música fale sobre dissemelhanças.

Esses são apenas alguns nomes dos diversos artistas solo que a Coreia do Sul – e toda a Ásia – tem para nos oferecer – mas, infelizmente, por questões geográficas e tabus sociais, ainda não se tornaram tão populares. Gostou das indicações? Aproveite para conferir abaixo nossas playlists com mais dicas de artistas de k-pop. E o melhor: todas são colaborativas!


Edição e arte em destaque por Isabelle Simões. Revisão por Gabriela Prado.


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Autora

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Ket tem 23 anos, é formada em Letras - Língua e Literatura Portuguesa, pela UFAM. Nasceu e criou-se em Manaus, onde ainda mora. Não é capaz de conceber uma realidade em que as mulheres não sejam livres, uma vez que sua vida inteira viveu em um lar matriarcal. Gosta de histórias tristes, é fascinada pela cultura Sul-coreana e chora com animes.
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