[SÉRIES] Doctor Who – 11×05: The Tsuranga Conundrum (resenha)

[SÉRIES] Doctor Who – 11×05: The Tsuranga Conundrum (resenha)

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Lançado no dia 4 de novembro de 2018, escrito por Chris Chibnall e dirigido por Jennifer Perrott, The Tsuranga Conundrum (O Enigma de Tsuranga) é o quinto episódio da 11ª Temporada de Doctor Who e apresenta ao público alguns temas interessantes. Porém, o excesso de personagens e, consequentemente, de histórias paralelas, acabou por prejudicar o andamento do roteiro e algumas pontas soltas foram deixadas [AVISO: O texto contém spoilers!]

O episódio começa com a décima terceira Doutora (Jodie Whittaker) e o Team TARDIS no planeta-sucata Seffilun 27, procurando por algum objeto em meio a pilhas gigantescas de detritos. Ao longo da trama não chega a ser evidenciado o que seria e qual sua serventia. Por acidente, Graham (Bradley Walsh) descobre uma mina sônica e, como a Doutora não consegue de desarmá-la, os quatro são atingidos por uma forte descarga e acabam inconscientes.

Ao despertar, o quarteto descobre que está a bordo de Tsuranga, uma nave médica que tem a missão de levar os pacientes em segurança para Resus Um. Entretanto, alguns instantes após a Doutora e sua equipe acordarem (e descobrirem que a TARDIS poderá estar perdida mais uma vez), Tsuranga é invadida por uma criatura alienígena hostil, o Pting. A partir daí, a Doutora, seus companheiros e os demais passageiros farão o possível para deter a criatura e salvar suas vidas.

The Tsuranga Conundrum

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Paralelo à ação com a criaturinha, temos as histórias de Astos (Brett Goldstein), chefe médico da Tsuranga, de Mabli (Lois Chimimba), uma jovem médica, de Eve Cícero (Suzanne Packer), uma neuro-piloto, proveniente da galáxia Keeba e heroína de guerra, e seu consorte Ronan (David Shields), uma espécie de “Clone Drone”, de Durkas (Ben Bailey-Smith), engenheiro e irmão de Eve, e de Yoss (Jack Shalloo), um Gifftan grávido. Entretanto, os pequenos fragmentos apresentados ao público não permitem que as histórias dos seis sejam conhecidas efetivamente, e, neste quesito, o roteiro pecou pela superficialidade.

Felizmente, os problemas no roteiro não foram suficientes para comprometer The Tsuranga Conundrum completamente. O enredo tem alguns pontos interessantes e que merecem ser destacados.

O primeiro deles diz respeito aos itens tecnológicos mostrados ao longo do episódio. A trama se passa no século 67, adjetivado pela própria Doutora como um bom século e comprovado pela tecnologia apresentada. Além do belo design da nave, os itens médicos, de comunicação, de engenharia e, principalmente, a Unidade antimatéria (que alimenta a Tsuranga) são surpreendentes e funcionais, chegando a empolgar a própria Doutora.

The Tsuranga Conundrum

E, já que falamos nela, vamos ao segundo ponto do episódio: o estilo da 13ª Doutora. Seu jeito atencioso e, por vezes, professoral faz com que o Team TARDIS (e também o público) se beneficie de seu conhecimento. Raramente vemos a Doutora sendo arrogante ou grosseira. Ela é paciente e, ao mesmo tempo, apaixonada. Se empolga, contagia e jamais perde a esperança. Evidentemente que os méritos não devem ser dados apenas à produção, já que a atuação de Jodie Whittaker tem feito à diferença.

Por fim, temos o terceiro ponto positivo: à forma como a ameaça Pting foi enfrentada. O pequeno alienígena estava descrito nos bancos de dados como extremamente perigoso e difícil de apanhar. Somado a atitude não violenta da Doutora e de seus companheiros, a captura do Pting se transforma em um verdadeiro enigma. Mas, como era de se esperar, a Doutora usa de sua engenhosidade e das ferramentas que dispõe para salvar a vida dos passageiros da Tsuranga e, também, do próprio Pting. Mesmo que, à primeira vista, o enredo pareça simples, esconde uma profunda e bela mensagem.

The Tsuranga Conundrum

O Pting era uma ameaça a todos e por onde passava causava ruína. Se não fosse detido, levaria os tripulantes de Tsuranga à morte. Entretanto, como já foi dito, uma ameaça foi neutralizada sem que, com isso, um ato violento precisasse ser cometido. Nosso país vive um momento complicado e a violência parece estar intrínseca ao cotidiano das pessoas. E um episódio como The Tsuranga Conundrum destaca que é possível lidar com o mal sem, contudo, se deixar contaminar por ele.

Apesar de ter deixado algumas pontas soltas como, por exemplo, o destino da TARDIS, vale a pena assistir ao quinto episódio da décima primeira temporada de Doctor Who. Os temas inovadores, a bela fotografia e a constante e bem-vinda esperança que a Doutora canaliza valem a pena.


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Nerd, pedagoga, escritora, leitora, gamer, integrante da casa de Lufa-lufa, amante de ficção científica (Star Trek, Star Wars e Doctor Who) e literatura fantástica. Deseja ardentemente que o outro lado da vida seja uma grande Biblioteca.
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