The Witcher: 5 coisas que esperamos ver na adaptação da Netflix!

The Witcher: 5 coisas que esperamos ver na adaptação da Netflix!

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A franquia de games The Witcher, desenvolvida pela CD Projeckt Red e baseada na série de livros do autor polonês Andrzej Sapkowski ganhará uma série de TV adaptada pela Netflix. Essa notícia maravilhosa foi unanimidade na última semana em todos os blogs e canais de games do mundo, e isso não é à toa! The Witcher 3: Wild Hunt é o jogo que acumulou a maior quantidade de prêmios na história dos vídeo games. Se quiser conferir nossa crítica do jogo é só clicar neste link.

Todos estão especulando o que deve ou não aparecer na série, afinal o universo do bruxo Geralt de Rívia é rico e extenso. Suas aventuras percorrem uma linha de tempo com mais de dez anos, com dezenas de seus reinos fictícios e personagens memoráveis que ganharam os corações dos fãs.

O autor dos livros já foi confirmado como consultor criativo, porém ainda não foram divulgadas mais informações como previsão de lançamento, nem notícias sobre o casting da série. Por isso, como todo bom fã, preparamos para vocês uma pequena lista com o que esperamos ver!

1. Geralt de Rívia

A importância de um bom protagonista para qualquer série, filme ou game é óbvia mas, no caso de The Witcher, dar vida ao personagem do bruxo de cabelos brancos pode ser um pouco mais complicado. Além de sua aparência peculiar, que já descarta uma grande quantidade de atores, Geralt não expressa suas emoções da mesma forma que a maioria das pessoas. Bruxos são mutantes despidos de qualquer sentimento humano.

Nos livros e nos games temos a oportunidade de entrar um pouco mais na cabeça de Geralt, lendo seus pensamentos e tomando decisões por ele, por isso sabemos que por trás de sua fachada carrancuda e sua fala sem muita emoção está uma personalidade complexa com um ótimo senso de humor. Como essas nuances vão ser traduzidas para outro formato de mídia é muito importante. Pouca atenção a estes detalhes pode facilmente transformar Geralt em um típico protagonista herói/macho/solitário sem personalidade, com quem não conseguimos nos identificar e que é simplesmente chato!

The Witcher - adaptação da Netflix

2. Yennefer e Triss

Dois dos interesses amorosos de Geralt, que geram discussões acaloradas entre os fãs dos games, são bastante diferentes nos livros – a começar pelo fato de Triss não ser ruiva – e isso foi uma surpresa maravilhosa. Seus papéis na vida de Geralt antes dos acontecimentos de The Wild Hunt são muito importantes.

Yennefer é a primeira a dar as caras no livro “O Último Desejo“, em um capítulo de mesmo nome que conta a história de como os dois de conheceram. Ela é retratada de uma maneira franca, uma mulher verdadeira, com qualidades, defeitos, frustrações e objetivos que não incluem nosso protagonista. Sua personalidade, e até sua sexualidade são mostradas através dos olhos de Geralt, mas nunca de forma pejorativa ou em julgamento.

Já Triss aparece anos depois, e possui alguns capítulos com seu próprio ponto de vista. A mocinha inocente e bem intencionada que conhecemos em The Witcher 3 não poderia ser mais distante da personagem criada por Andrzej Sapkowski. Ela é, sim, bondosa e faz tudo o que estiver a seu alcance para ajudar o próximo, mas esta é apenas uma de suas qualidades. Não há dúvida de que será muito mais interessante vermos essas mulheres na TV, do que em suas versões dos games.

The Witcher - adaptação Netflix

3. A pequena Ciri

Por mais inspiradora que a jovem Ciri de The Witcher 3 seja, a história de como ela e Geralt se conheceram e seus primeiros anos juntos é uma das coisas mais belas de toda a história de Sapkowski. A menina rebelde, teimosa e persistente que acompanha Geralt em suas aventuras e treina com os outros bruxos em Kaer Morhen, não pode ficar de fora desta adaptação.

Seus momentos ao lado de Triss e Yennefer, quando menina, também são preciosos e ajudam a entender o laço que une os personagens principais em uma família nada convencional. Se os poucos flashbacks em que o jogo nos mostra um pouco sobre seu passado já são pra lá de cativantes, imagine o quão interessante é acompanhar a vida dessa garotinha nos livros e quem sabe na série.

The Witcher

4. Xenofobia 

Um dos planos de fundo das aventuras do bruxo tanto nos livros quanto nos games é a crescente tensão entre humanos e inumanos (anões, elfos etc). Para simplificar, a região do mundo onde a história se passa foi invadida pelos humanos a centenas de anos, reduzindo cada vez mais o território dos elfos à florestas e montanhas e, marginalizando aqueles que acabaram por viver nas cidades e vilas dos homens.

Existem partidos políticos de ambos os lados que pregam a paz e a união entre as raças, mas também existem outros que buscam a total separação. Ataques “terroristas”, pichações, leis segregadoras, batalhas e muita, muita discussão sobre como resolver estes problemas são mostrados tanto nos games quanto nos livros, e não podem ficar de fora da série da Netflix.

The Witcher

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5. A linha frágil entre certo e errado

Talvez este seja um dos aspectos mais importantes da franquia e responsável pelo sucesso de The Witcher 3: Wild Hunt. Geralt não é um jovem herói em busca de um objetivo nobre, muito pelo contrário, é um homem maduro que já viveu o suficiente para entender que o mundo não é ”preto e branco”. Em quase todas as quests do jogo somos confrontadas com opções de ação não muito claras. Nada é apenas bom ou apenas ruim.

A decisão de poupar uma vida ou salvar outra traz consequências para o jogo, e nem sempre de forma imediata e NUNCA como imaginamos. Estes momentos fazem a jogadora refletir – e realmente se preocupar – com o resultado de suas decisões, coisa que poucos games conseguem fazer. Ver os confrontos internos de Geralt desta forma na TV, gerando discussões e controvérsia entre as espectadoras, pode ser um dos aspectos da série que vão fisgar a audiência e deixar todos esperando por mais.

Adaptações de vídeo games para filmes ou TV sempre foram complexos e a maioria considerados fracassos, porém é natural presumir que o grande sucesso de Game Of Thrones abriu os olhos da indústria e do público para o potencial que obras de fantasia medieval podem ter se forem produzidos com competência. Aspectos esperados deste gênero, como monstros horrendos, cabeças voando e muito sangue, não vão faltar na adaptação de The Witcher, pelo menos sobre isso temos certeza.


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Estudante de Administração, cozinheira e confeiteira, que nas horas vagas ainda encontra um tempo pra se dedicar à escrita. Ama frio, livros de ficção, bons vinhos, bons restaurantes e filmes de época. Sonha em se tornar uma autora publicada e conhecer os quatro cantos do mundo.
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