Eternos e a importância da diversidade no MCU

Eternos e a importância da diversidade no MCU

Eternos tomou vida pelas mãos de Chloé Zhao, vencedora do Oscar com o premiado Nomadland, em 2021. Com um elenco de peso, com nomes como Angelina Jolie e Salma Hayek, o filme dirigido por Zhao é mais filosófico e sóbrio, diferente das fases anteriores do MCU, recheadas de piadinhas e easter eggs por todo lado.

Lançado em novembro de 2021, Eternos integra a fase 4 do Universo Cinematográfico da Marvel. Além de ser o primeiro filme a reunir um grupo de super-heróis desde Vingadores: Ultimato (2019), Eternos gerou muita comoção por trazer mais diversidade para a franquia.

Eternos | Imagem: Marvel Studios/Disney

A diversidade em Eternos

Pra quem ainda não sabe, os Eternos são seres cósmicos, a semelhança dos humanos, mas com uma biologia avançada que concede a eles super poderes. Foram criados por deuses cósmicos, chamados Celestiais, e como o nome diz, são eternos, vivendo entre nós há milhares de anos. Com super força, capacidade de voar, telepatia, super velocidade, entre outros poderes especiais, eles lutam contra os Deviantes e protegem a humanidade e a Terra.

Um dos pontos mais interessantes de Eternos é a representatividade. Este é o filme da Marvel com mais diversidade étnica e que também conta com personagens e atores PCD. Além disso, metade do elenco é composto por mulheres. No entanto, é importante destacar que mais fundamental do que a quantidade, é a qualidade do que nos é apresentado em Eternos que faz toda a diferença.

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Sersi (Gemma Chan) em Eternos
Sersi, interpretada por Gemma Chan. | Imagem: Marvel Studios/Disney

Thena, interpretada por Angelina Jolie, é uma guerreira que conjura armas e é fisicamente invulnerável. Apesar disso, nos deparamos com uma personagem instável mental e emocionalmente, que precisa aprender a lidar com essa fragilidade. A Sersi, de Gemma Chan, é repleta de habilidades: super força, voo, telepatia e manipulação energética fazem dela a protagonista e uma das personagens mais poderosas dessa nova fase, mas ainda muito insegura sobre seu potencial.

Já Salma Hayek traz para Eternos uma grata surpresa ao interpretar a poderosa líder Ajak, que nos quadrinhos é um personagem masculino. De forma similar, isso também acontece com Sprite, personagem interpretado por Lia McHugh que, no longa, é uma menina de 12 anos. Makkari também era originalmente um personagem masculino, mas agora ganha vida pelas mãos de Lauren Ridloff – que nos impressiona porque, ao contrário do que costuma acontecer, é uma atriz surda escalada para viver um personagem que nas HQs também tem deficiência auditiva. E de bônus temos Phastos, interpretado por Brian Tyree Henry: um herói negro, assumidamente gay, casado e pai de um filho muito carismático. <3

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Makkari em Eternos
Makkari, interpretada por Lauren Ridloff. | Imagem: Marvel Studios/Disney

Sabemos que tudo no MCU é conectado e segue uma linha de raciocínio muito anterior a tudo que estamos presenciando ao longo dessa nova fase. No entanto, é indiscutível que essa abordagem só seria possível graças ao olhar sensível e atento de Chloé Zhao. Em entrevista ao The Hollywood Reporter, a diretora afirma que queria montar um time de heróis que refletisse o mundo, e que as pessoas saíssem da sala de cinema olhando para eles como indivíduos e pensando que isso sim é uma família.

Em um universo cinematográfico repleto de figuras atléticas e que representam ideais de beleza já tão incrustados em nossa sociedade, é muito interessante ver o empenho em escalar atores e atrizes que, segundo a diretora, representam também os “desajustados”. No fim parece óbvio, mas o que seria melhor para ilustrar as diferenças que existem no mundo real do que um elenco verdadeiramente diverso, não é mesmo?

Eternos e o verdadeiro significado de família no MCU

Eternos é um filme que valoriza as diferenças
Phastos (Brian Tyree Henry) com sua família, Sersi e Ikaris. | Imagem: Marvel Studios/Disney

É difícil afirmar se essa tendência continuará sendo vista nas próximas produções do MCU. Por enquanto, entre os pontos fora da curva temos Shang-Chi (2021), com um elenco majoritariamente asiático; Pantera Negra: Wakanda Forever (2022), que assim como o primeiro filme conta principalmente com atrizes e atores negros; e Ms. Marvel (2022), protagonizado por Iman Vellani, que dá vida à primeira heroína muçulmana, a Kamala Khan.

De qualquer forma, Eternos mostrou que é possível fazer um filme incrível, que valoriza a diversidade e as diferenças, além de ser representativo para minorias que nem sempre conseguem se enxergar nesse tipo de produção. E é claro, sem perder a essência e o charme do que foi visto em todos esses anos de MCU.

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No momento gamer casual. Em tempo (quase) integral Comunicadora, Relações Públicas e Pesquisadora. Pisciana e sonhadora, meio louca dos signos, meio louca dos gatos. Fã de tecnologia, games, e-sports e outras nerdices.
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