[CINEMA] Filme “A Rosa Azul de Novalis” coloca o ânus em evidência para falar de tabus

[CINEMA] Filme “A Rosa Azul de Novalis” coloca o ânus em evidência para falar de tabus

Compartilhe

Depois de ser exibido no Festival de Brasília de 2018, na seção work in progress, e selecionado para a Mostra Fórum do Festival de Berlin 2019 “A Rosa Azul de Novalis“, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro, estreia nacionalmente na 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que acontece de 18 a 26 de janeiro, em Tiradentes (MG).

Com produção da Carneiro Verde Filmes e distribuição da Sessão Vitrine, o longa apresenta Marcelo (Marcelo Diorio), um homem que vive relembrando o passado, inclusive de outras encarnações. Numa delas, ela foi o poeta alemão Novalis, que perseguia uma rosa azul.

A partir de Marcelo, seus dilemas e suas buscas, os diretores pretendem chamar atenção para o ânus, tornando esse buraco, considerado obscuro, o ponto de partida para a compreensão do personagem. “Colocar o cu em evidência nos parece essencial, uma vez que em 8 países o sexo anal pode levar à pena de morte e em mais de 80 países à prisão perpétua. Sem embargo, o cu é um centro produtor de excitação e prazer, é uma fábrica de reelaboração do corpo e de suas perspectivas, pois ele não está destinado a reprodução humana, colocando o sistema tradicional da representação sexo/gênero abaixo. O cu é democrático, todos podem acessá-lo, afinal, cada um tem o seu”, explicam os diretores.

Leia também:
>> [CINEMA] 3 dos 7 longas selecionados na Aurora da 22ª Mostra de Tiradentes são dirigidos por mulheres
>> [CINEMA] 63 mulheres negras dirigiram curtas-metragens inscritos na 22ª Mostra de Tiradentes
>> [CINEMA] Temporada: O tempo dentro de nós (crítica)

A proposta dos realizadores foi fazer um filme com um personagem e não sobre um personagem, abordando todos os aspectos deste, não apenas o seu lado “bonito”. Vinagre e Carneiro comentam o processo criativo: “Nosso trabalho parte sempre de uma realidade, para recriá-la, transformá-la em algo que de alguma forma possa colocar o espectador em xeque sobre algumas questões geralmente consideradas tabu, e ao mesmo tempo muitas coisas são também colocadas em xeque para o personagem que atua como si mesmo, e para nós, que dirigimos. Há sempre uma jornada de autoconhecimento. Não à toa, todos os nossos filmes tematizam traumas, e são extremamente falados, como numa sessão de psicanálise. ‘A Rosa Azul de Novalis’ não foge disso”.

A Rosa Azul de Novalis

Serviço – Exibição na Mostra de Cinema de Tiradentes

25/1 (sexta-feira), às 20h, Cine-Tenda

 

>> Confira aqui mais sobre a 22ª Mostra de Tiradentes!

 

Fonte: Sinny Assessoria e Comunicação

Compartilhe

Written by:

120 Posts

Aquariana, mora no Rio de Janeiro, graduada em Ciências Sociais e em Direito, com mestrado em Sociologia e Antropologia pelo PPGSA/UFRJ, curadora do Cineclube Delas, colaboradora do Podcast Feito por Elas, integrante da #partidA e das Elviras - Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema. Obcecada por filmes e livros, ainda consegue ver séries de TV e peças teatrais nas horas vagas.
View All Posts
Follow Me :