[LISTA] Literatura LGBT: 12 dicas de obras com temática LGBT

[LISTA] Literatura LGBT: 12 dicas de obras com temática LGBT

O Dia Internacional do Orgulho LGBT é dia 28 de junho, mas não poderíamos deixar esse mês passar sem mencionarmos uma lista super especial, pra quem aprecia uma boa literatura e deseja conhecer histórias com representatividade LGBT.

Acreditamos no poder e impacto que detém uma obra artística. No poder que a arte exerce nas pessoas, principalmente em épocas de sistemas e regimes opressivos. Uma obra nunca é “apenas uma obra”, como um mero entretenimento. Como afirma a autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, na palestra “Os perigos de uma história única“, é importante sairmos do senso comum, aquele que nos bombardeira exaustivamente com filmes, séries e livros com histórias de personagens brancos e cis-gêneros. Chegou a hora de mudarmos esse perigo da história única que conhecermos desde a infância, e de enxergarmos com naturalidade (e não mais “apenas uma obra com representação de minorias”) o enriquecimento de um mundo com histórias diversas. Conhecer histórias diversas, nos permite criarmos empatia e compreendermos o absurdo que significa o nosso país ser o que mais mata pessoas LGBTs do mundo.

Com base na temática LGBT separamos uma lista com dicas de 12 obras do universo literário. Confira e boa leitura!

Garota Encontra Garoto, de Ali Smith

Literatura LGBT

Sinopse: EmGarota Encontra Garoto” , a premiada escritora escocesa Ali Smith atualiza com fina sensibilidade o antigo mito de Ifis. Transportada para a Escócia e para a Inglaterra dos dias de hoje, a história da bela jovem cretense criada pela mãe como menino e transformada milagrosamente em homem às vésperas do casamento foi contada por Ovídio nas Metamorfoses. 

Elementos de comédia shakespeareana anunciam com humor sutil o registro maravilhoso das peripécias de duas irmãs, Imogen e Anthea, cada vez mais separadas pela orientação sexual divergente e pelo conformismo da mais velha a certos preconceitos ultrapassados. Enquanto Imogen se dedica com afinco à carreira na Pura, enorme e sinistra corporação multinacional, Anthea se sente irresistivelmente atraída por Robin, codinome Ifisol, um artista de rua misterioso e andrógino. Esse desencontro, entretanto, é apenas aparente. Ambientado na pequena Inverness, cidade natal de Ali Smith, o livro retoma com ironia o tradicional tema do cinema e da música pop, Garota Encontra Garoto”, subvertendo-o numa fascinante história de amor entre iguais.

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Foucault e a Teoria Queer, de Tamsin Spargo

Literatura LGBT

Sinopse: O uso do termo queer vem se tornando mais comum nas últimas décadas – a origem do movimento remonta a fins dos anos 1980 nos Estados Unidos, como uma resposta ao padrão binário de gênero, às normas e à opressão social a tudo que diverge, que é “excêntrico”, “esquisito”, “diferente”. Mas onde se assentam as bases filosóficas e culturais que deram origem ao que hoje chamamos de teoria queer? No ensaio que dá título ao livro Tamsin Spargo analisa as principais ideias apresentadas por Foucault em História da sexualidade para definir a teoria queer – para Foucault, gênero e sexualidade são categorias construídas pelo discurso, pela história, pela cultura e pela sociedade. No segundo texto, ela questiona o desenvolvimento da teoria até o momento e sugere novos rumos, relacionando-a com os estudos pós-estruturalistas e pós-seculares, numa conexão inovadora. Fecha o livro o posfácio do sociólogo Richard Miskolci, que contextualiza amplamente o História da sexualidade , de Foucault, e apresenta novos caminhos para a discussão da teoria queer e dos sujeitos desejastes.

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A Menina Submersa: Memórias, da Caitlín R. Kiernan

Literatura LGBT

Sinopse: O trabalho cuidadoso de Caitlín R. Kiernan é nos guiar pela mente de sua personagem India Morgan Phelps, ou Imp, uma menina que tem nos livros os grandes companheiros na luta contra seu histórico genético esquizofrênico e paranoico. Filha e neta de mulheres que buscaram o suicídio como única alternativa, Imp começa a escrever um livro de memórias para tentar reconstruir seus pensamentos e lutar contra o que seria “a maldição da família Phelps”, além de buscar suas lembranças sobre a inusitada Eva Canning, sua relação com a namorada e consigo mesma. A Menina Submersa evoca também as obras de Lewis Carrol, Emily Dickinson e a Ofélia, de Hamlet, clássica peça de Shakespeare, além de referências diretas a artistas mulheres que deram um fim trágico à sua existência, como a escritora Virginia Woolf.

Com uma narração intrigante, não-linear e uma prosa magnífica, Caitlín vai moldando a sua obsessiva personagem. Imp é uma narradora não-confiável e que testa o leitor durante toda a viagem, interrompe a si mesma, insere contos que escreveu, pedaços de poesia, descrições de quadros e referências a artistas reais e imaginários durante a narrativa. Ao fazer isso, a autora consegue criar algo inteiramente novo dentro do mundo do horror, da fantasia e do thriller psicológico.

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Você É Minha Mãe?, de Alison Bechdel

Literatura LGBT

Sinopse: Em “Fun Home”, a graphic-novel que alçou Alison Bechdel ao estrelato nos quadrinhos, a autora falava da relação conturbada com o pai, um professor de literatura e gay enrustido que cuidava ainda de uma agência funerária situada na casa da família. A essa história, Bechdel intercalava a narrativa de suas descobertas intelectuais e sexuais – aos dezenove anos, a autora contou à família que era gay -, numa reflexão sobre gênero, família e morte. Fun Home acabou por se tornar um dos quadrinhos mais premiados da última década, tendo sido eleito livro do ano pela revista Time , a única HQ a receber a distinção. Nesta continuação de “Fun Home”, Bechdel segue na trilha de seu passado, investigando agora a relação com a mãe, uma atriz amante de música e literatura presa a um casamento infeliz. Num relato emocionante e divertido.

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Apenas uma Garota, de Meredith Russo

Literatura LGBT

Sinopse: Em seu romance de estreia, Meredith Russo retrata o processo de transição de uma adolescente transexual, parcialmente inspirada em suas próprias experiências. Enquanto traz à tona questões difíceis como dilemas existenciais, preconceito e bullying, o livro também fala de forma esperançosa e leve sobre amizade, descobertas e autoaceitação.

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Queer, de William S. Burroughs

Literatura LGBT

Sinopse: Embora tenha sido escrito em 1952, Queer só veio a público mais de três décadas depois por conta de sua explícita temática homossexual. Ambientado na Cidade do México do início dos anos 1950, o romance acompanha William Lee — alter ego de William Burroughs e protagonista dos livros Junky e Almoço nu — durante uma crise de abstinência de drogas, que ele tenta superar com álcool e com uma paixão obsessiva pelo ambíguo e indiferente Eugene Allerton. Juntos, os dois partem para a América Latina em busca da ayahuasca, a nova droga do momento. A atmosfera frenética e o ritmo alucinado marcam a narrativa e os monólogos do protagonista, antecipando o estilo visceral que estaria presente em toda a produção literária de Burroughs. 

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Orlando, de Virginia Woolf

Literatura LGBT

Sinopse: Nascido no seio de uma família de boa posição em plena Inglaterra elisabetana, Orlando acorda com um corpo feminino durante uma viagem à Turquia. Como é dotado de imortalidade, sua trajetória então atravessa mais de três séculos, ultrapassando as fronteiras físicas e emocionais entre os gêneros masculino e feminino. Suas ambiguidades, temores, esperanças, reflexões – tudo é observado com inteligência e sensibilidade nesta narrativa que, publicada originalmente em 1928, permanece como uma das mais fecundas discussões sobre a sexualidade humana.

A um só tempo cômico e lírico, Orlando mostra o trajeto do personagem entre embates com armas brancas, acalorados debates filosóficos no século XVIII, a maternidade e até mesmo num volante a bordo de um automóvel. Tudo isso vem costurado pela prosa luminosa de Woolf nesta que é uma das grandes declarações de amor da literatura ocidental.

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Middlesex, de Jeffrey Eugenides

Literatura LGBT

Sinopse: Narrado por uma personagem hermafrodita, o segundo romance de Jeffrey Eugenides, autor de “As Virgens Suicidas”‘, é um épico intergeracional e intersexual. Vencedor do Pulitzer em 2003, Middlesex está a cada dia mais atual.

Em plena Lei Seca, a “Cidade dos Motores” experimenta seus dias de glória, até que eclodem os protestos da população negra, em julho de 1967, que obrigam a família a se mudar para Michigan. Nesta altura, Callie é uma menina de doze anos. Para entender o que a tornou tão diferente das outras meninas, Calíope precisa investigar segredos de família e a espantosa história de uma mutação genética que atravessa as décadas e a transformará em Cal, um dos mais audaciosos narradores da ficção contemporânea. sofisticado, recheado de referências literárias, e ao mesmo tempo envolvente, Middlesex é uma reinvenção do épico americano, que alia as tradicionais sagas familiares à mais virtuosa narrativa pós-moderna. 

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Azul É a Cor Mais Quente, de Julie Maroh

Literatura LGBT

Sinopse: O livro conta a história de Clementine, uma jovem de 15 anos que descobre o amor ao conhecer Emma, uma garota de cabelos azuis. Através de textos do diário de Clementine, o leitor acompanha o primeiro encontro das duas e caminha entre as descobertas, tristezas e maravilhas que essa relação pode trazer. A novela gráfica foi lançada na França em 2010, já tem diversas versões, incluindo para o inglês, espanhol, alemão, italiano e holandês, e ganhou, em 2011, o Prêmio de Público do Festival Internacional de Angoulême. Em tempos de luta por direitos e de novas questões políticas, “Azul é a Cor mais Quente” surge para mostrar o lado poético e universal do amor, sem apontar regras ou gêneros.

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Fera, de Brie Spangler

Literatura LGBT

Sinopse: Dylan não é como a maior parte dos garotos de quinze anos. Ele é corpulento, tem quase dois metros de altura e tantos pelos no corpo que acabou ganhando o apelido de Fera na escola. Quando ele conhece Jamie, em uma sessão de terapia em grupo para adolescentes, se apaixona quase instantaneamente. Ela é linda, engraçada, inteligente e, ao contrário de todas as pessoas de sua idade, parece não se importar nem um pouco com a aparência dele. O que Dylan não sabe de início, porém, é que Jamie também não é como a maioria das garotas de quinze anos: ela é transgênera, ou seja, se identifica com o gênero feminino, mas foi designada com o sexo masculino ao nascer. Agora Dylan vai ter que decidir entre esconder seus sentimentos por medo do que os outros podem pensar, ou enfrentar seus preconceitos e seguir seu coração.

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Muchacha, de Laerte Coutinho

Literatura LGBT

Sinopse: Série publicada originalmente na Folha de S.Paulo , Muchacha é, nas palavras do autor, o primeiro “graphic-folhetim” de sua carreira. Tendo como mote os bastidores de um programa de tevê, Laerte, ao mesmo tempo que cria uma elaborada – e divertida – revisão dos seriados de aventura da década de 1950, também faz uma espécie de resgate afetivo de suas memórias de infância.

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Amora, de Natália Borges Polesso 

Literatura LGBT

Sinopse: Seria pouco dizer que os contos de Amora versam sobre relações homossexuais entre mulheres. Também estão aqui o maravilhamento, o estupor e o medo das descobertas. O encontro consigo mesmo, sobretudo quando ele ocorre fora dos padrões, pode trazer de safios ou tornar impossível seguir sem transformação. É necessário avançar, explorar o desconhecido, desestabilizar as estruturas para chegar, enfim, ao sossego de quem vive com honestidade.

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Fundadora e editora-chefe do Delirium Nerd. Revisora. Apaixonada por gatos, café, cinema do oriente médio, quadrinhos e animações japonesas. Ouve muito Harry Styles e cantoras melancólicas.
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