5 motivos para ver “Star vs. As Forças do Mal”

5 motivos para ver “Star vs. As Forças do Mal”

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No início desta semana, chegou ao fim um dos desenhos mais populares da nova geração de animação – apesar de não ser tão hypado no Brasil. As aventuras da princesa Star Butterfly, em conjunto com os diversos e variados personagens do desenho, são incrivelmente criativas e profundas, sendo plenamente capazes de nos cativarem e manterem a telespectadora entretida. Por isso, listamos a seguir alguns motivos para você dar uma chance para “Star vs. As Forças do Mal” e mergulhar no mundo bidimensional extremamente colorido de Mewni.

Star vs. As Forças do Mal
Personagem Princesa Star Butterfly em “Star vs. As Forças do Mal” (Imagem: reprodução/Disney)

1. Animação

Apesar da simplicidade do traço do desenho, somos facilmente cativadas pelo estilo artístico de “Star vs. As Forças do Mal“, da Disney. Acontece que tal estilo, imaginamos, foi uma escolha proposital para combinar com a aparente inocência da trama. Serve, primordialmente, para nos enganar quanto às verdadeiras intenções, enredos e conclusões da trama; entretanto, combina por completo com a personalidade positiva e fofa de Star Butterfly. Seria estranho, afinal, que os feitiços lançados pela protagonista (como “Soco de Arco-Íris” e “Explosão Brilhante de Glitter”) fossem feitos em qualquer outra estética. O traço, ainda, não é empecilho à devida animação do desenho e nem, tampouco, à construção dos diversos cenários e personagens da obra.

2. Trilha sonora

Como a maioria dos desenhos da atualidade, “Star vs. As Forças do Mal” aposta no aspecto musical para aprimorar a trama. Tanto a música de abertura quanto a de encerramento são exemplos para a apresentação do desenho à telespectadora, bem como servindo para explicar e dar dicas acerca do andamento presente e futuro da série. Ademais, alguns momentos da trama são, impecavelmente, marcados e melhorados através de uma música, sendo ela, inclusive, utilizada pelas próprias personagens para dar andamento à história, aproveitando a tradição de clássicos contemporâneos, como “Steven Universe” e “Hora de Aventura“.

Star vs. As Forças do Mal
Cena de “Star Wars vs. As Forças do Mal” (Imagem: reprodução/Disney)

3. Girl Power

Como o nome já diz, o desenho é, primordialmente, protagonizado pela princesa Star Butterfly. Diferentemente de outras mídias, porém, isso não impede – ou restringe – a existência e atuação de demais personagens femininas, como Cabeça de Pônei, Janna ou a Rainha Moon. Toda a linhagem dos Butterfly, na verdade, é composta por mulheres, servindo elas como heroínas e vilãs à intrincada história do desenho. A relação entre as personagens masculinas e femininas, na verdade, não é resumida ou retratada como de dependência desta última, sendo as mulheres e meninas (terrestres ou não) representadas como independentes e autossuficientes, bem como com diversas e distintas personalidades e escolhas.

Star vs. As Forças do Mal
Cena de “Star vs. As Forças do Mal” (Imagem: reprodução/Disney)

4. Diversidade

Alguns novos desenhos, felizmente, parecem estar ouvindo o apelo e vozes das minorias econômicas, sendo este o caso de “Star vs. As Forças do Mal“. Diretamente, o fato da família da segunda personagem em protagonismo, Marco Diaz, ser de origem latina é um grande passo quanto às representações animadas que são, majoritariamente, de famílias brancas. A família não é retratada como embranquecida, mas sim como uma típica família latino-americana.

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No mais, a observância da diversidade sexual (como a “polêmica” do beijo gay) e da fluidez de gênero, bem como da rejeição à masculinidade tóxica, são pontos extremamente positivos da trama. Já indiretamente, a divergência entre mewnianos e monstros, bem como os variados indivíduos e espécies existentes no universos do desenho, traz um colorido distinto à história, bem como se relacionam ao entendimento final de respeito e convivência com as diferenças que a série nos apresenta.

Star vs. As Forças do Mal

5. História

A premissa de “Garotas Mágicas” é plenamente utilizada nessa versão ocidental de uma menina, aparentemente comum, que usa magia. Aqui, em uma interessante mudança em relação às típicas tramas japonesas, a protagonista Star Butterfly, na verdade, é de outra (dentre muitas) dimensão, onde o uso de magia já tornou-se comum. Inicialmente apresentando-se como um desenho de trama simples e sem muito a propor além de alguns minutos de diversão, a trama, ao longo de seus episódios, criou e intrincou uma história misteriosa de forma a apresentar questionamentos reais e profundos à própria humanidade. Para tanto, a série utiliza-se amplamente de suas personagens, fazendo com que a história realmente seja movida por elas – e não o contrário -, de forma a trazer conclusões coerentes aos arcos apresentados (salvo, talvez, no final).


Edição realizada por Gabriela Prado e revisão por Isabelle Simões.


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