O que esperar da oitava e última temporada de “Game of Thrones”!

O que esperar da oitava e última temporada de “Game of Thrones”!

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No domingo, dia 14 de abril, Game of Thrones retorna à HBO, então, para sua oitava e última temporada, depois de 2 anos de gravações. Muito se especulou, desse modo, acerca dos rumos que a série tomaria em seu caminho final. Afinal, desde a sexta temporada a série se distancia dos livros, uma vez que estes estão, ainda, no volume V. Algumas das suposições dos fãs provaram-se verdadeiras. E certamente terão grandes impactos na finalização da temporada. Mas será que, novamente, as suspeitas se tornarão verdades?

AVISO: CONTÉM SPOILERS DAS TEMPORADAS ANTERIORES

A ascensão e queda da família Lannister

Game of Thrones
Cersei Lannister (Lena Headey) Imagem: reprodução

Durante 7 temporadas, os Lannisters reinaram sobre Porto Real. No entanto, não foi sem resistência. A história de Game of Thrones tem como um seus primeiros estopins a morte de Robert Baratheon (Mark Addy). A partir dela, então, deu-se a disputa pelo trono – que, todavia, revela-se bastante anterior. Inicia-se, assim, já durante o reinado Targaryen, antes da Rebelião de Robert Baratheon.

Após a morte Joffrey (Jack Gleeson) e Tommen (Dean-Charles Chapman), Cersei Lannister (Lena Headey) finalmente assume o trono. No entanto, nem tudo corre como em seus sonhos. Seus três filhos, sepultados em mortalhas de ouro, tal qual na profecia que lhe fora feita. Seu irmão e amante Jamie (Nikolaj Coster Waudau), cada vez mais distante, ainda que lute por ela. Além da solidão que o poder traz a essa mulher no poder, há agora outro empecilho.

Tudo o que Cersei mais quis em sua vida, era poder ter poder sem estar presa. Em primeiro lugar, obedecia ao seu pai, Tywin Lannister (Charles Dance). Depois, casou-se com um homem que, não só não a amava, como fazia questão de recordar-lhe isto. E quando finalmente teria a oportunidade de reinar e seguir conforme seus desejos, vê-se obrigada a se unir a outro homem para a manutenção do poder: Euron Greyjoy (Johan Philip Asbæk).

Após a morte das serpentes de areia, graças ao auxílio de Euron, Cersei aceita a parceria. No entanto, não espera se afastar de Jamie novamente, principalmente com uma suposta gravidez a caminho. Cersei, aparentemente, manterá a aliança com Euron, bem como com o Banco de Ferro para tentar garantir o poder quando tiver que reclamá-lo em face à pretensão de Daenerys (Emilia Clarke) e Jon Snow (Kit Harrington).

O destino profético de Cersei

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Tyrion Lannister (Peter Dinklage) Imagem: reprodução

Cabe lembrar que, ao final da sétima temporada de Game of Thrones, Daenerys e Jon Snow levaram um white walker até Cersei, evidenciando o perigo vindo do Norte. A princípio, Cersei os usará para pôr fim a esta ameaça, enquanto se fortalece para garantir o governo dos Sete Reinos. Ou é possível que outros planos ainda maiores estejam reservados a ela?

Outro ponto importante conecta-a a Arya (Maisie Williams). Afinal, Cersei era uma das pessoas na lista de mortes de Arya. E a jovem Stark retorna de sua jornada com sede de vingança, embora tenha se afastado para reunir-se à família em Winterfell. Há teorias que unem a sede de vingança de Arya a outra parte da profecia de Maggy, a rã, sobre o destino de Cersei. Além da previsão acerca dos filhos da rainha, a profetiza revelou-lhe que Cersei seria morta asfixiada pelo irmão mais novo. A rainha sempre imaginou que o irmão seria Tyrion (Peter Dinklage), mas Jamie também é mais novo que ela. Isto porque mesmo sendo gêmeos, Cersei foi a primogênita.

As teorias, então, afirmam que Arya poderia usar uma máscara de Jamie para se aproximar de Cersei. E, assim, mataria-a, cumprindo com sua própria promessa. Não seria a primeira vez que um teoria se provaria correta, afinal. Certo é que o plot de Cersei é um dos que promete mais surpresas e impactos na série.

O rei do Norte e a rainha exilada

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Daenerys Targaryen (Emilia Clarke) e Jon Snow (Kit Harrington) Imagem: reprodução
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Depois de seis temporadas, Daenerys Targaryen finalmente retorna a Westeros. Ali, então, tenta se estabelecer como a rainha que acredita ser. Contudo, seus três dragões, Viserion, Drogon e Rhaegal, talvez não sejam força suficiente para legitimar seu poder no continente – ou seriam. Por óbvio, Daenerys poderia utilizá-los apenas para impor medo a todos. E em alguns momentos, ela os usa. No entanto, inclusive sob conselho de Tyrion, ela precisa conquistar apoio de outras formas, principalmente com o desenvolvimento de um arma capaz de ferir seus dragões. Mas também precisa provar que não está seguindo o mesmo caminho do Rei Louco.

Daenerys, portanto, precisa buscar aqueles que a reconheçam dentro do território. E sua melhor alternativa surge com a chegada de Jon Snow. A herdeira Targaryen já havia sido aconselhada, em uma breve aparição de Melisandre (Carice Van Houten), a aliar-se a Jon Snow, como forma de derrotar o mal maior. Ele, no entanto, se nega a reconhecer Daenerys como sua rainha, o que dificulta um acordo.

Encontro entre Targaryens na reta final de Game of Thrones

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Daenerys Targaryen (Emilia Clarke) e Jon Snow (Kit Harrington) Imagem: reprodução

Quando Jon Snow vai além da muralha para capturar um caminhante branco, acaba se colocando em perigo. Além da ajuda inesperada que recebe de seu tia Benjen Stark (Joseph Mawle), desaparecido desde a primeira temporada, também recebe auxílio de Daenerys e seus dragões. E ao retornar do encontro com Cersei, revela que a antipatia inicial entre os dois aspirantes ao reino de Westeros transformou-se em algo mais.

A relação entre os dois personagens já era esperada e confirmou-se no decorrer da sétima temporada de Game of Thrones. As especulações, então, giram em torno da consequência dessa relação. Seria, por exemplo, Daenerys capaz de gerar um filho com Jon Snow? E o que aconteceria se isto acontecesse. Afinal, como revelado no último episódio de Game of Thrones através das visões de Bran (Isaac Hampstead-Wright) e das descobertas de Sam (John Bradley-West) na Cidadela, Jon Snow é, na verdade, Aegon Targaryen, filho legítimo de Rhaegar Targaryen (Wilf Scolding) e Lyanna Stark (Aisling Franciosi). E, portanto, legítimo herdeiro do trono.

A hipótese de gravidez é reforçada quando retomada a gravidez de Cersei. Isto porque a perpetuidade do reinado, na guerra pelo trono, é um tema recorrente na série. E Tyrion não ignora esse aspecto, revelando seu receio quanto à sucessão de Daenerys. Sua reação final, todavia, não revela se o personagem tende a trair Daenerys, apoiando sua irmã Cersei, ou apenas teme pelo seu envolvimento com Jon Snow.

Os stark remanescentes de Game of Thrones

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Sansa Stark (Sophie Turner) Imagem: reprodução

O caminho da sétima temporada de Game of Thrones foi uma convergência de diversas jornadas. Assim, reuniram-se os principais plots e personagens em Westeros para o encaminhamento da finalização da série. E isto ficou ainda mais evidente quanto à família Stark. Na primeira temporada, quase todos os irmãos se separaram. Bran e Rickon (Art Parkinson), os mais novos, permaneceram, então, em Winterfell. As duas meninas, Arya e Sansa (Sophie Turner), seguiram com Ned Stark (Sean Bean) para Porto Real, mas separaram-se após a morte do pai. Robb (Richard Madden), o mais velho, acabou iniciando uma revolta contra o rei Joffrey. E Jon Snow, tido como bastardo de Ned, juntou-se à patrulha.

Dos seis, apenas 4 sobreviveram. Rickon foi assassinado na sexta temporada. Robb, na terceira. E finalmente, então, os quatro sobreviventes encontraram-se. Ao fim da sétima temporada, apenas Jon Snow estava fora de Winterfell. Isto não significa, contudo, que a relação entre eles fosse harmoniosa. Na verdade, nem mesmo antes da morte de Ned elas o eram. E as dificuldades pelas quais cada um deles passou os transformaram em pessoas que conservavam a herança histórica dos Stark, mas também eram outras pessoas.

O retorno dos Stark a Winterfell

Arya e Sansa, as que talvez sempre tenham tido mais rivalidade na história, foram novamente colocadas nessa posição. A influência de Mindinho (Aidan Gillen) parecia levá-las a um combate de forças inevitável. Isto, todavia, seria frustrante, na medida em que revelaria não apenas um apelo à rivalização feminina, mas também um regresso na maturidade das personagens. Afinal, elas viveram experiências suficientes para não confiar cegamente em pessoas como Petyr Baelish.

O final da 7ª temporada de GOT, contudo, mostrou que as duas não apenas perceberam o jogo dele, como fizeram-no pagar por isso. O que esperar da próxima temporada, então? Apesar dessa finalização, Sansa, em alguns momentos, ainda parece incomodada com sua posição, talvez desejando mais poder. É difícil saber se a série terá espaço para desenvolver melhor isso. No entanto, pode ser que Sansa também exija poder sobre Winterfell, sendo a mais velha Stark legítima.

Quanto a Bran, ele cada vez mais se distancia de sua humanidade, tornando-se cada vez mais frio em sua posição de novo Corvo de Três Olhos. Seu papel é fundamental, na medida em que é fonte de um passado não revelado. No entanto, existe o receio de que essa perda culmine em males maiores, como a própria criação do Rei da Noite, uma vez que já se revelou que ele teria poder de influência no passado.

The winter is coming em Game of Thrones

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Bran Stark (Isaac Hampstead-Wright) Imagem: reprodução

Por fim, o avanço do exército de white walkers, que termina a sétima temporada próximo à muralha. O mal maior, portanto, bate à porta dos Sete Reinos. E é preciso, desse modo, ignorar, momentaneamente, as batalhas internas, para que as forças se unam contra o inimigo maior. E como será possível derrotá-los?

Em primeiro lugar, descobriu-se que a morte de um caminhante branco que tenha criado outros acarreta a morte dos caminhantes por ele criados. Desse modo, matando o Rei da Noite, o primeiro deles, seria possível destruir todo o exército. Contudo, até que se chegue a ele, é necessário tomar medidas capazes de salvaguardar a população do continente. E vidro de dragão seria uma alternativa. Para a sorte de todos, existe uma reserva na Pedra do Dragão, comandada por Daenerys.

Há, no entanto, uma última variável. No final da sétima temporada de Game of Thrones, o dragão Viserion se machuca, mas é salvo pelo Rei da Noite. E se transforma, desse modo, em um perigoso dragão de gelo. A série, certamente, conduzirá a história ao épico combate entre dragões. Resta saber, então, não apenas quem teria mais força em uma batalha, mas também quais as reações, sobretudo de Daenerys, ao ver o que se desenrola. Teria, também, algum personagem, como Melisandre, o poder de “salvar” um dragão?

Por fim, a última temporada de Game of Thrones conta com 6 episódios. E cada um deles custou cerca de 15 milhões de reais para produção. Espera-se, portanto, que seja uma temporada com muitos efeitos e mais voltada, por óbvio, ao encerramento dos plots em aberto. E para quem deseja mais, a HBO liberou uma playlist de Game of Thrones no spotify que, supostamente, apresenta uma dica sobre o futuro da série.


Edição realizada por Isabelle Simões.


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Mestra em Teoria e História do Direito e redatora de conteúdo jurídico. Escritora de gaveta. Feminista. Sarcástica por natureza. Crítica por educação. Amante de livros, filmes, séries e tudo o que possa ser convertido em uma grande análise e reflexão.
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