Stray: o jogo com o protagonista mais fofo que existe

Stray: o jogo com o protagonista mais fofo que existe

Stray é o jogo que tem conquistado muitos corações pelo seu protagonista: um gato de rua que precisa encontrar o caminho de volta para casa. O título independente dos gêneros cyberpunk, aventura, mistério e exploração foi desenvolvido pela BlueTwelve Studio e publicado pela Annapurna Interactive em 2022 para PC, PlayStation 4 e PlayStation 5.

Com uma premissa simples em um ambiente distópico, a obra nos mostra as possibilidades narrativas que podem ser criadas em menos de dez horas de jogabilidade.

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Um cenário tecnológico e devastado

O cenário tecnológico e devastado de "Stray"
Imagem/Reprodução: Steam

Através dos olhos de um felino perdido, sozinho e separado da sua família, Stray nos apresenta um mundo esquecido, cheio de becos iluminados por cores neons que nos levam a todos os lugares e nenhum ao mesmo tempo.

Vagando pelos arredores repletos de enormes prédios, o que encontramos é uma cidade muito tecnológica mas decadente, onde os humanos (ou macios, como chama o jogo) não existem mais há alguns anos, deixando de herança grandes variedades de robôs que tomaram consciência e, com o tempo, ganharam a sua própria independência.

Entretanto, precisamos prestar atenção em grandes pontos que a história traz para entendermos que o estrago do lugar não foi feito pelos robôs, mas deixado de forma abandonada pelos humanos que trancaram todas as formas de vida em uma cidade murada com o objetivo de construir um local seguro.

Trazendo claras referências da ambientação ficcional Cyberpunk, o jogo se propõe a uma distopia com origem diferente das grandes corporações: o que envolve a história de Stray é uma epidemia que transformou o mundo exterior em um lugar perigoso e inabitável.

Cena do jogo Stray
Imagem/Reprodução: Steam

Mas isso não retira todas as críticas ao capitalismo que obras em comum também trazem, pois com a necessidade dos humanos de construir um lugar seguro onde todos pudessem viver, também surgiu uma forma de separá-los por alturas. Isso fica bastante claro na voz dos robôs que vivem na Favela e nos contam os detalhes dessas relações, falando que parte dessa divisão foi algo que eles herdaram dos macios.

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Então, o que sobra para explorarmos são os resquícios de um lugar pós-capitalismo que ainda desenvolve as suas tecnologias com as suas necessidades e os encantos do que o mundo costumava ser. Por exemplo, temos a evolução das plantas que não precisam mais de sol para crescer, já que tudo está fechado, inclusive o teto, ou também as importantes pesquisas para a construção de uma arma que possa matar criaturas ameaçadoras que surgiram junto com essa distopia e aprenderam com o tempo a devorar outros tipos de materiais, como metal.

Jogabilidade de Stray

Resenha do jogo Stray
Imagem/Reprodução: Steam

A jogabilidade de Stray é bastante simples e combina com a sua proposta. Nós enxergamos o mundo pelos olhos de um gato de rua, interagindo com o ambiente e com os robôs de forma lúdica.

Na maior parte do tempo, não enfrentamos grandes perigos e as mecânicas informadas apontam apenas três pontos importantes a serem levados no restante do jogo: pular, correr e miar. Isso porque o seu foco é contar uma história através dos recursos de exploração da atmosfera, trazendo o personagem Gato como uma figura que anda pelos arredores e medeia algumas situações.

O jogador se torna uma figura central para o andamento da história pela sua capacidade de agência dentro dos acontecimentos, mas, ao mesmo tempo, o seu papel é de um coadjuvante que está aprendendo sobre os arredores e observando com cautela as suas consequências.

Em Stray, você pode ser furtivo, ágil, bobo e irritante, ganhando importantes companhias durante a história através de carinhos, presentes, arranhões e alguns miados que chamam a atenção.

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Conclusão

o jogo do gatinho
Imagem/Reprodução: Steam

Stray é um jogo que reconhece o quão longe a sua narrativa pode ir e trabalha a favor do tempo para que tudo seja detalhado na medida do possível. Com uma média de seis horas de duração, a sua jogabilidade apresenta tudo que é necessário para o nosso entendimento do mundo e dos personagens.

E essa é a sua maior qualidade, pois o mundo possui vida o suficiente para chamar a atenção dos jogadores sem criar histórias mirabolantes através de itens colecionáveis que não ganhariam espaço na narrativa para suas consequências. Aqui, o jogo sabe lidar com a sua limitação e trabalha dentro das possibilidades.

Em questões de jogabilidade, é preciso enfatizar que ela não vai agradar a todos pela sua grande calmaria, possuindo apenas alguns momentos de tensão e agito durante a campanha. Trazendo comparações de outros gêneros para referências, podemos dizer que Stray está próximo de ser um walking simulator, onde a exploração é uma mecânica que acontece na nossa observação da cidade enquanto navegamos por ela.

Entretanto, a conclusão final é que a obra vale a pena ser experimentada, principalmente pela fofura de seu protagonista e as oportunidades de lidar com um gato dentro de videogames.

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Luiza ou Luluzinha tem 21 anos e está cursando Letras - Português na UFSC. É apaixonada por RPG de mesa, League of Legends e jogos independentes. Também nutre um pequeno vício por vídeos de bichinhos fofinhos.
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