A poética dos sonhos e devaneios em “Sandman”

A poética dos sonhos e devaneios em “Sandman”

Sandman, quadrinho de Neil Gaiman, autor britânico multifacetado, é uma das fontes mais curiosas, plurais e criativas da nona arte. A história, que inicia o seu curso acompanhando Morpheus (também conhecido como Sonho, Oneiros e Lorde Moldador), aprisionado por Roderick Burgess e seu grupo de ocultistas, possibilita diversas leituras comparadas, incluindo abordagens psicológicas e filosóficas da obra.

Em seguida, partindo de alguns conceitos presentes nos livros Neil Gaiman and philosophy – gods gone wild! (Open Court, 2012, vários autores) e A poética do Devaneio (WMF Martins Fontes, 2018), do filósofo e ensaísta francês Gaston Bachelard, veremos algumas nuances em que o personagem é analisado em seu íntimo e nas relações que estabelece com o mundo e as pessoas ao seu redor.

[CONTÉM SPOILERS DE SANDMAN]

O prelúdio de Sonho

A ambição humana e a busca pela imortalidade fazem Roderick Burgess e seus discípulos da seita ocultista Ordem dos Antigos Mistérios tentarem aprisionar a Morte, em um ritual de invocação em 1916. No entanto, após proferirem palavras de ordem, e clamarem pelos nomes de demônios de diversas culturas, eles acabam capturando Morpheus, a personificação do Sonho.

Morpheus aprisionado em Sandman
Morpheus aprisionado. | Imagem: reprodução.

“— Nós conseguimos. Não acredito. Nós conseguimos.

— Não. Fracassamos. Este ser não é a Morte. Maldição das maldições. Mesmo assim… Acho que… Ao fim e ao cabo… Esta terá sido uma noite muito rentável.”

(Sandman – Edição Definitiva, vol. 1, p. 21)

Não há uma explicação clara, dentro da obra de Gaiman, sobre o motivo pelo qual o ritual deu errado e Morpheus foi aprisionado no lugar da irmã mais velha, a Morte (que Roderick e os demais acreditavam se tratar de uma figura masculina). No entanto, a professora e mestra em Ficção Científica pela Universidade de Liverpool, Cláudia Fusco, alimenta uma teoria muito interessante: os nomes dos demônios proferidos naquele momento têm ligação com a essência dos demais PerpétuosDesejo, Desespero, Destino, Destruição, Delirium e a própria Morte –, mas como uma entidade que representaria Sonho não foi invocada, o próprio apareceu e caiu na armadilha (você pode ver o vídeo completo com a explicação da Cláudia aqui).

Em outra perspectiva, partindo do método fenomenológico, que dentro da filosofia e da psicologia visa analisar e interpretar a relação do ser humano consigo mesmo, com seus pares e com o mundo ao redor, aprisionar a faceta do Sonho no lugar da Morte seria uma metáfora para a própria quebra de expectativas de Roderick e seus asseclas:

  1. havia o desejo pela imortalidade;
  2. algo foi feito para que isto se realizasse;
  3. o ritual falha enormemente e aprisiona-se a entidade errada;
  4. e há a frustração.
Morpheus e os Perpétuos
Morpheus e os Perpétuos | Imagem: reprodução
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Morpheus e os Perpétuos, seus seis irmãos, são o que Gaiman definiu como “representações antropomórficas”, ou seja, personificações, de conceitos abstratos que estão presentes no dia a dia de toda a humanidade. Eles estão acima dos próprios deuses, uma vez que para as entidades existirem, faz-se necessário sonhá-las, imaginá-las e desejá-las, da mesma forma que com o avanço das sociedades e das relações interpessoais, certos ritos, dogmas e crenças entram em processo de destruição e morrem, por fim. E sonhar e criar é algo que Morpheus entende muito bem.

O emblemático personagem consegue, enfim, libertar-se da mansão de Roderick após setenta anos aprisionado; muito fraco e sem os seus objetos de poder, o rubi, a algibeira de areia e o elmo, ele precisa se agarrar aos menores resquícios de sonho de pessoas que residem pela mansão para, finalmente, conseguir escapar da redoma de cristal que o aprisionava. E ele assim o faz.

O Sonhar como síntese da imaginação de Morpheus – e de seus sonhadores

Quando se liberta, a fim de recuperar-se física e psicologicamente, Morpheus consegue chegar ao Sonhar, também chamado de Terra dos Sonhos, o seu próprio reino. O que encontra lá é tão desanimador e aterrador quanto a prisão: ele descobre, então, que ao longo dos anos em que esteve preso, aquele espaço onírico desmoronou, bem como a existência de diversos seres criados por ele e pelos sonhadores, os humanos. Do mesmo modo, todas as criaturas da Terra foram afetadas, entrando em processos de sono profundo ou insônia crônica, o que causou danos psicológicos irreparáveis na maioria deles.

O Sonhar como síntese da imaginação de Morpheus – e de seus sonhadores
O Sonhar em Sandman | Imagem: reprodução

O Sonhar é a extensão do corpo de Morpheus. É para lá que todas as criaturas vivas viajam quando dormem e, com o auxílio de Sonho, criam diversos aspectos que por ali permanecem para sempre. A ideia do criar é tão marcante dentro deste universo, que o próprio título que Morpheus ganha é o de Lorde Moldador; ao manipular areia, ele ergue mundos dentro de seu próprio mundo e faz surgir criaturas fantásticas nunca antes vistas, tanto de sua própria imaginação quanto da dos humanos.

No capítulo Living in the Dreamworld (em tradução do inglês, “Vivendo no Sonhar”), presente no livro Neil Gaiman and philosophy – gods gone wild!, T. Bradley Richards faz a seguinte provocação:

“Em Sandman, de Neil Gaiman, algo acontece com frequência: as pessoas vão e voltam do mundo desperto para o Sonhar. Nossos sonhos podem ser, de fato, viagens para um lugar assim?” (p. 61)

É fato que o Sonhar, do modo como aparece em Sandman, existe apenas na ficção; um lugar concreto, “estranho, comportando fábulas vivas, corvos falantes, e aspectos que surgem e desaparecem da existência” (RICHARDS, 2012, p. 63) é algo ligado às convenções literárias da fantasia e ao poder de criar intertextualidades diversas que Gaiman carrega em seu íntimo.

No entanto, a provocação em si é muito válida, se pensarmos, primeiramente, que o período do sono e os sonhos são importantes para a nossa saúde física e mental. Os maus hábitos na hora de dormir e a privação de sono podem causar danos irreparáveis, vide a passagem na história “Prelúdios e Noturnos” que mostra Daniel Bustamonte, um garoto jamaicano, se transformar em um verdadeiro zumbi em decorrência da insônia intermitente que sofre após o aprisionamento de Morpheus. Contudo, o nosso “Sonhar” e o Sonhar de Morpheus é um local necessário de se visitar para que a sanidade de todas as criaturas vivas, e que fazem processos cíclicos entre o adormecer e o despertar, se mantenha.

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Se há distúrbios na psique e nos processos do sono, corre-se o risco de nossa realidade, de certa forma, também desmoronar. Na obra A Curva do Sonho, de Ursula K. Le Guin (Morro Branco, 2019), a autora eleva à máxima potência o conceito de alterar a realidade através dos sonhos. George Orr, um cidadão simples e atormentado pelos traumas ocorridos no decorrer de sua vida, descobre na adolescência que, ao sonhar em profundidade, certos aspectos da realidade são alterados em retrospecto (o que se torna uma ameaça para o próprio homem e para o mundo, uma vez que este poder pode ser catastrófico ao ser manipulado por pessoas erradas). Guardadas as devidas proporções, sonhos bons ou ruins têm a capacidade de transformar o mundo, algo que é observado também em diversas passagens de Sandman.

Conforme cita Sidarta Ribeiro, cientista brasileiro e mestre em biofísica, doutor em comportamento animal, pós-doutor em neurofisiologia e professor de neurociência, em seu livro O Oráculo da Noite (Cia. Das Letras, 2019) “o sonho é essencial porque nos permite mergulhar profundamente nos subterrâneos da consciência” (p.18), e é nestas cavernas da mente, ora escuras, ora luminosas, em que reencontramos as boas e más lembranças, os traumas, os desejos, e podemos fazer as pazes como o nosso próprio eu, bem como descansar e encerrar os ciclos dos dias agitados e repletos de tarefas.

“Os aspectos oníricos podem depender da mente de Morpheus. Já a integridade do Sonhar parece depender dele até certo ponto. Lucien, o bibliotecário de Morpheus, diz ‘você é a encarnação deste tempo de sonhos, senhor. E, com o seu sumiço, o lugar começou a se decompor, a se esfarelar…’ (…).

Lucien continua a descrever como as palavras desapareceram dos livros e certas criaturas simplesmente sumiram. Porém muitas coisas permaneceram em sua ausência, embora decompostas e enfraquecidas. Morpheus diz ‘o Sonhar, o tempo de sonhos… Chame-o do que quiser – é tão parte de mim quanto eu sou parte dele’ (…). (p. 64)

Em segundo lugar, o Sonhar funciona como receptáculo de toda a criatividade dos personagens de Sandman, e o mesmo ocorre em nosso mundo. Tudo o que existe e já existiu, algum dia, foi um sonho: a existência de um novo ser, as invenções, os mitos, as religiões e cada ínfimo aspecto da História, construída coletiva ou individualmente.

Capas de "Sandman: Overture"
Capas de “Sandman: Overture” | Imagem: reprodução

Em uma visão metalinguística, o próprio Gaiman utiliza seus sonhos para edificar suas obras, e com Sandman não seria diferente. Valendo-nos dos sonhos, podemos criar um mundo diferente quando despertamos, algo que Sidarta Ribeiro defende veementemente; parafraseando uma de suas frases marcantes, o futuro só é possível por meio do sonho. Bachelard, na introdução d’A poética do devaneio, diz ainda:

“Um mundo se forma no nosso devaneio, um mundo que é o nosso mundo. E esse mundo sonhado ensina-nos possibilidades de engrandecimento de nosso ser nesse universo que é o nosso. Existe um futurismo em todo universo sonhado.” (p. 8)

De fato, uma viagem é feita através do cérebro todas as noites, algo que possibilita, como em Sandman, o erguer e o ruir de mundo particulares, sendo eles povoados por criaturas mágicas e paisagens de tirar o fôlego – ou não. Tem-se também, então, a existência dos pesadelos, que o próprio Morpheus utiliza como forma de punir seus algozes, conferindo-lhes o eterno despertar, o que provoca neles danos psicológicos terríveis.

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Seja em sono profundo ou em curtas sonecas ao longo do dia, as visitas ao Sonhar, na narrativa do quadrinho e no mundo real, são extremamente importantes, tanto para a manutenção da saúde dos sonhos adormecidos, como também para a existência dos sonhos despertos, que têm um gigantesco potencial criativo: os chamados devaneios.

Sonho e Devaneio: duas faces de uma mesma moeda em Sandman

Morpheus vale-se de sua própria essência, de seu íntimo e de tantos significados que ele carrega, para moldar o mundo e as pessoas ao redor. Por isso, além de todas as outras nomenclaturas, é também chamado Príncipe das Histórias; as narrativas do quadrinho partem de sua jornada particular ou giram em torno de suas aparições nos mais variados contextos e cenários.

Sua forma de atuar, além de pelos sonhos adormecidos, dá-se pelos sonhos despertos, o que Bachelard separa e categoriza como devaneio o que, segundo ele, “é então um pouco de matéria noturna esquecida na claridade do dia” (BACHELARD, 1988, p. 10). Não raro Morpheus aparece em plena luz do dia para quem o chama ou está em apuros, precisando de sua ajuda, demonstrando que ele próprio personifica tanto as facetas do sonho quanto a do devaneio e caminha entre ambas.

É através do método fenomenológico que Bachelard analisa as imagens poéticas, criadas pelo inconsciente do poeta, interpretadas pelo inconsciente dos leitores e evocadas nos escritos de diversos autores de seu tempo; aqui, ele será utilizado para analisarmos:

  1. a figura de Morpheus enquanto representação antropomórfica;
  2. Morpheus aprisionado por setenta anos na mansão de Roderick Burgess e as sequelas que isto causou em sua psique.

1. Morpheus e sua representação em Sandman

“O devaneio poético nos dá o mundo dos mundos. O devaneio poético é um devaneio cósmico.”

(BACHELARD, 1988, p. 13)

O texto de Sandman, por si só, já é poético. Gaiman vale-se de referências literárias próprias, clássicas ou contemporâneas à época em que escreveu a obra, para criar um conjunto de frases e passagens marcantes que transbordam toda a poesia que se torna, ao longo da leitura do quadrinho, uma das forças motrizes para que o enredo se torne tão cativante.

Morpheus e sua representação em Sandman
Morpheus em Sandman | Imagem: reprodução

Morpheus, ora sonho, ora devaneio, é uma criatura que não o é. É o que Bachelard chamou de devaneio cósmico, que baila entre o ser e o não ser, entre a matéria e a ausência dela. Tendo forma física, mas conseguindo transitar por diversos mundos, além de seu reino no Sonhar e a Terra, ele transcende a própria carne e demonstra por meio de sua palidez, nas vestes escuras, no cabelo desgrenhado e na personalidade oscilante, como os sonhos da humanidade são diversos e intensos.

O personagem foi inspirado em um antigo herói da Era de Ouro da DC Comics, de mesmo nome, mas que atuava como um detetive e caçava criminosos portando uma algibeira de areia. Anos depois, ao repaginá-lo em Sandman, Gaiman o aproximou mais dos mitos de diferentes culturas, como Hipnos e Morfeu, respectivamente os deuses do sono e dos sonhos, e na lenda portuguesa do João Pestana, criatura que aparece para crianças à noite e as adormece despejando um punhado de areia sobre os olhos.

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De personalidade soturna no início da história, pois carrega em si o peso de todos os sonhadores deste e de todos os mundos, Morpheus mostra-se sábio por auxiliar na criação de tudo o que existe; ele entende o íntimo de cada criatura viva e de cada aspecto das inúmeras existências que por ele passaram e, por conta disso, dificilmente é ludibriado. Quando colocado em situações perigosas, utiliza todo o conhecimento, que ele mesmo ajudou a criar, para sair das enrascadas.

Morpheus e Choronzon em Sandman
Morpheus e Choronzon | Imagem: reprodução

Uma passagem marcante que ocorre na história “Uma Esperança no Inferno”, mostra como Morpheus enxerga a si mesmo e o mundo: ao descer ao reino de Lúcifer em busca do elmo perdido, ele descobre que o objeto está sob o poder de Choronzon, um dos demônios principais do Inferno. Após solicitar que o demônio devolvesse seu artefato, Choronzon o desafia para um duelo nada simples: em uma taberna do reino infernal, o demônio inicia um jogo de argumentos, fazendo com que Morpheus tenha de sobrepor as suas ideias, em uma dança arriscada e possivelmente fatal. A cena dá-se da seguinte maneira:

CHORONZON: Eu sou um lobo medonho espreitando sua presa, sou um carnívoro implacável.

MORPHEUS: Eu sou um caçador montado a cavalo, lanceador de lobos. (…)

C: Sou uma mutuca picando o cavalo e derrubando o caçador.

M: Eu sou uma aranha e, com minhas oito pernas, devoro moscas.

C: Eu sou uma cobra devoradora de aranhas e peçonhenta.

M: Eu sou um touro esmagador de cobras e com patas pesadas.

C: Eu sou o bacilo do antraz, a bactéria assassina e destruidora da vida.

M: Eu sou um mundo flutuando no espaço e gerando vida.

C: Eu sou uma nova que explode… cremando planetas.

M: Eu sou o Universo… englobando todas as coisas, acalentando a vida.

C: Eu sou a antivida, a besta-fera do juízo final. Eu sou as trevas no fim da existência. O fim dos universos, deuses e mundos… De tudo. E o que você será, então, senhor dos sonhos?

M: Eu sou a esperança.

Ao alegar que é a esperança, Morpheus vence a batalha e Choronzon entrega a ele o elmo. A frase final de Sonho é muito emblemática, pois demonstra o poder que a humanidade tem de, até mesmo após o fim de tudo, se reerguer, uma vez que sempre haverá esperança no sonho – e vice-versa. “O devaneio poetiza o sonhador” (BACHELARD, 1988, p. 16), tanto quanto o próprio sonho se submete à poesia da vida que o cerca.

Além de transitar entre sonho e devaneio, Morpheus precisa debater constantemente com a sua antítese: Desejo. Desejo é chamade de irmão/irmã pelos Perpétuos, por estar igualmente presente no imaginário e no íntimo de homens e mulheres, e por se apresentar com uma aparência andrógina.

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Desejo é cruel, pertence ao amor e ao que o sentimento tem de mais sombrio e nefasto, muitas vezes, o que contraria a essência da criação que Sonho carrega. Os dois vivem discutindo e Desejo o provoca, por também fazer parte da psique do irmão. É elu quem determina, muitas vezes, a jornada de Morpheus após ser libertado – e é para elu que Morpheus acaba voltando por ter de ceder às suas próprias vontades.

Por fim, Morpheus mostra-se, apesar das características oníricas, tão humano quanto qualquer um de nós; não raro comete erros e precisa lidar com seus demônios interiores, sobretudo quando se vê fraco e impotente.

2. As consequências da prisão na psique de Morpheus

É na fuga da casa de Roderick Burgess que Morpheus inicia a sua saga por desvendar os mistérios que ele mesmo carrega e não se permitia encarar. Ao ver-se desestabilizado e vítima de uma armadilha que, para ele, não significaria nada em outros contextos, Morpheus remói a culpa, o medo, a fome e as desilusões pelas quais passou durante os setenta anos e os terrores que, mesmo sem querer, obrigou a humanidade a passar.

Morpheus em momento de tristeza em Sandman
Morpheus em momento de tristeza. | Imagem: reprodução.

É através da Morte, sua irmã mais velha, que Morpheus passa a entender os danos psicológicos que resultaram do cárcere; no entanto, ela também expõe a culpa que ele carregava e o sentimento de autopiedade com o qual ele lidava consigo mesmo. Após isto, Sonho passa a ver a vida de um modo diferente, entendendo que, mesmo sendo a representação do sonho criador e positivo, nem sempre as próprias facetas serão fáceis de lidar.

Morpheus conversa com a Morte. | Imagem: reprodução.

***

Ademais, Sandman é fonte inesgotável de imagens poéticas, seja acerca da jornada de Morpheus ou dos demais personagens que, mesmo em facetas fantásticas, nos mostram quão magnífico é o poder de criação das palavras e quão importante é sonharmos e transformarmos o mundo que nos cerca – para melhor!


Fontes:
  • B., Gaston. A poética do devaneio. 4. ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2018.
  • B., Tracy L.; R., Luria; Y., Wayne (org.). Neil Gaiman and philosophy – gods gone wild! 1. ed. Chicago, Illinois: Open Court, 2012.
  • G., Neil. Sandman – Edição definitiva vol. 1. 2. ed. São Paulo: Panini, 2006.
  • G., Ursula K. Le. A curva do sonho. 1. ed. São Paulo: Morro Branco, 2019.
  • R., Sidarta. O oráculo da noite. 1 ed. São Paulo: Cia. das Letras, 2019.
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Autora:

101 textos

Formada em Letras, pós-graduada em Produção Editorial, tradutora, revisora textual e fã incondicional de Neil Gaiman – e, parafraseando o que o próprio autor escreveu em O Oceano no Fim do Caminho, “vive nos livros mais do que em qualquer outro lugar”.
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