De Agnès Varda a Patty Jenkins: os melhores filmes dos últimos 20 anos dirigidos por mulheres

De Agnès Varda a Patty Jenkins: os melhores filmes dos últimos 20 anos dirigidos por mulheres

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Nada melhor do que comemorar o fim dessas duas décadas com uma lista recheada de indicações. E prepare-se, pois o que não falta são mulheres talentosas na direção! São histórias e vozes diversas, dos mais variados países. Confira abaixo alguns dos melhores filmes dos últimos 20 anos dirigidos por mulheres, selecionados por nossa equipe de redatoras.

Os melhores filmes entre 2000 – 2013

melhores filmes dos últimos 20 anos

Os Catadores e eu (2000), de Agnès Varda [França]

O primeiro documentário que Varda rodou usando uma câmera digital, o suprassumo daquela época. Conta a história do desperdício de comida na França, mas faz um paralelo muito interessante entre “a catadora de imagens” (a diretora) e os próprios catadores.

O Dia em que me Tornei Mulher (2000), de Marzieh Makhmalbaf [Irã]

O filme aborda a geração de três mulheres que vivem no Irã. A primeira é uma menina que completa 9 anos e é impedida de brincar com os meninos, porque agora é uma mulher. A segunda é sobre uma jovem que participa de uma corrida de bicicleta contra os desejos do marido. E a terceira é sobre uma senhora que recebeu uma quantia de dinheiro e está livre para fazer o que quiser.

Promessas de um Novo Mundo (2001), de Justine Shapiro, B. Z. Goldberg e Carlos Bolado [EUA, Israel, Palestina]

O documentário retrata a história de sete crianças israelenses e palestinas em Jerusalém que, apesar de morarem no mesmo lugar vivem em mundos completamente distintos, separados por diferenças religiosas. Suas histórias oferecem uma nova perspectiva sobre o conflito no Oriente Médio, mostrando que a base do preconceito começa pela perpetuação do medo desde a infância.

melhores filmes dos últimos 20 anos

Desejo e Obsessão (2001), de Claire Denis [França, Alemanha e Japão]

Shane (Vincent Gallo) e June (Tricia Vessey) são casados e estão em lua-de-mel em Paris. Shane é atormentado por ter um grande apetite sexual e decide procurar um médico com quem trabalhou em experiências sobre a libido humana. Numa trama misteriosa e repleta de sangue, conhecemos os desejos mais obscuros e bizarros da humanidade.

Em Minha Pele (2002), de Marina de Van [França]

Após um acidente que rasga violentamente sua pele, uma mulher adquire uma crescente obsessão com seu próprio corpo, retratada sem nenhuma sutileza no longa. Carne e sangue são explorados com calma no filme, em cenas longas e perturbadoras que formam uma apaixonada antítese da violência tradicional.

Bordadeiras (2004), de Éléonore Faucher [França]

Claire tem 17 anos e é só aos cinco meses de gestação percebe que está grávida. Decide então refugiar-se na casa da senhora Melikian, que é bordadeira de alta-costura. E entre as duas mulheres nasce uma cumplicidade que se materializa nos progressos que Claire faz na arte da costura. O filme respira sororidade feminina.

melhores filmes dos últimos 20 anos

20 Dedos (2004), de Mania Akbari [Irã]

Ao longo dos sete episódios deste filme, um casal numa situação diferente (sempre interpretado por Mania Akbari e Bijan Daneshmand) coloca em destaque a discussão de temas que retratam questões de gênero no Irã: sexo, desejo, infidelidade, ciúme, virgindade e liberdade.

Restaurante Gaivota (2006), de Naoko Ogigami [Japão]

Sachie é uma japonesa que monta um restaurante em Helsinki, na Finlândia, para servir comida japonesa. Entretanto, ela não tem fregueses. Eventualmente, um jovem finlandês entra para tomar um café, tornando-se o primeiro cliente fiel. Aos poucos, o restaurante vai conquistando novos clientes, e o filme aborda inclusive a sororidade feminina através da amizade de Sachie com outras mulheres que passam pelo local.

O Porco Espinho (2009), de Mona Achache [França]

Inspirado no romance “A elegância do ouriço“, esse filme delicado discute a finitude da vida e as muralhas que criamos para nós através da relação entre a menina Paloma e a zeladora do prédio onde mora, Renée Michel.

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Aquário (2009), de Andrea Arnold [Reino Unido, Holanda]

O filme conta a história de Mia, uma garota de 15 anos, que vive com sua mãe e irmã nos subúrbios da Inglaterra. Excluída da escola e desprezada por seus amigos, a vida de Mia muda quando ela conhece Connor, o novo namorado de sua mãe. A obra retrata questões de gênero e classe pautados na vulnerabilidade e no desamparo social das mulheres.

Brilho de Uma Paixão (2009), de Jane Campion [Reino Unido, Austrália, França]

O filme conta a história de amor entre o poeta inglês John Keats e sua vizinha Fanny Brawne, uma estudante de moda. Poético e sensível, o longa retrata a paixão e o companheirismo do casal, vivendo os momentos mais intensos da juventude até o adoecimento de Keats.

Minhas Mães e Meu Pai (2010), de Lisa Cholodenko [EUA]

Joni e Laser, filhos de um casal de mulheres, começam a ter curiosidade para conhecer seu pai biológico. Com este encontro, a vida de todos passa por uma pequena reviravolta.

melhores filmes dos últimos 20 anos dirigidos por mulheres

Pariah (2011), de Dee Rees [EUA]

Alike (Adepero Oduye) é uma garota de 17 anos que precisa decidir entre expressar sua sexualidade abertamente ou obedecer a seus pais e seguir os planos que eles têm para ela.

Precisamos Falar Sobre o Kevin (2011), de Lynne Ramsay [EUA, Reino Unido]

A relação de Eva (Tilda Swinton) com o primogênito, Kevin, sempre foi complicada, desde seu nascimento. Com o tempo, a situação foi se agravando, mas, mesmo conhecendo o filho muito bem, Eva jamais imaginaria do que ele seria capaz de fazer.

Trabalhar Cansa (2011), de Juliana Rojas e Marco Dutra [Brasil]

O que o terror pode nos dizer sobre as relações de trabalho? Ambientado em um supermercado, o filme expõe a brutalidade da sociedade capitalista por meio de patrões opressores e uma classe média apática.

melhores filmes dos últimos 20 anos dirigidos por mulheres

Tomboy (2011), de Céline Sciamma [França]

Laure (Zoé Héran) tem 10 anos de idade e vive com os pais e a irmã caçula. Quando a família se muda, passa a adotar o nome Mickaël. A partir de então começa a levar uma vida dupla, já que seus pais não sabem da sua real identidade de gênero.

E Agora, Aonde Vamos? (2011), de Nadine Labaki [Líbano, França]

Numa vila do Líbano isolada por minas terrestres, mulheres muçulmanas e cristãs se unem para proteger suas famílias da violência e do sofrimento provocado pelos homens. Elas inventam diversas estratégias para impedir que seus maridos gerem mais mortos num lugar marcado pela guerra.

Frango com Ameixas (2011), de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud [França, Bélgica, Alemanha]

Adaptação da HQ de Marjane Satrapi, esse filme é um retrato delicado e sensível da relação de amor entre um homem e seu violino. Depois que sua esposa quebra o instrumento, ele decide esperar a morte, o que gerará uma série de belas reflexões, embaladas pela linda fotografia do filme.

melhores filmes dos últimos 20 anos

A vingança de uma mulher (2012), de Rita Azevedo Gomes [Portugal]

Um dia, enquanto Roberto, um “bon vivant” do séc. XIX, procura os prazeres da carne julgando que nada poderia surpreendê-lo, conhece uma cortesã que lhe revela algo absolutamente inesperado.

Histórias que contamos (2012), de Sarah Polley [Canadá]

Sarah Polley entrevista uma série de parentes, investigando os segredos por trás de sua família, sobretudo em relação a sua paternidade.

Jovem Aloucada (2012), de Marialy Rivas [Chile]

Daniela (Alicia Rodríguez) é uma garota de 17 anos, criada em uma família evangélica, que sofre as consequências por sua rebeldia e picardias sexuais, entrando em profundo autoquestionamento existencial.

melhores filmes dos últimos 20 anos

O sonho de Wadjda (2012), de Haifaa Al-Mansour [Arábia Saudita]

Wadjda tem dez anos de idade e mora na capital da Arábia Saudita. Ela gostaria de comprar a bicicleta, mas em sua sociedade garotas não podem dirigir carros ou bicicletas. Ela decide então fazer de tudo para transgredir essa regra.

Muito Além do Peso (2012), de Estela Renner [Brasil]

O filme investiga o papel da indústria de comidas industrializadas na epidemia de obesidade no Brasil e no resto do mundo. Com seu marketing feroz, e estratégias que fazem os produtos chegarem até aos cantos mais remotos da Amazônia, o documentário procura sensibilizar o público para a urgência do problema.

Middle of Nowhere (2012), de Ava Duvernay [EUA]

Ruby faz enormes sacrifícios em sua vida para cuidar do marido que foi para a prisão. Porém, quando ela nota a falta de reciprocidade dele, começa a pensar melhor em suas próprias necessidades e bem estar.

melhores filmes dos últimos 20 anos

Amor, plástico e barulho (2013), de Renata Pinheiro [Brasil]

Shelly (Nash Laila) é uma jovem dançarina que tem o grande sonho de se tornar cantora de Brega. Ela se aventura no show business em busca de fama e fortuna, mas nem tudo é o que parece.

Hannah Arendt – Ideias Que Chocaram o Mundo (2013), de Margarethe von Trotta [Alemanha]

Enquanto Hannah Arendt luta para romper suas ligações dolorosas com o passado, a sedutora mistura entre arrogância e vulnerabilidade de sua personalidade é exposta, revelando uma mulher lapidada pelo exílio.

Pelo Malo (2013), de Mariana Rondón [Venezuela]

Junior (Samuel Lange Zambrano), um menino de nove anos de idade, sonha em alisar o cabelo para ficar mais parecido com sua imagem fantasiosa de um cantor de cabelos compridos.

Os melhores filmes entre 2014 – 2019

Garota Sombria Caminha pela Noite (2014), de Ana Lily Amirpour [EUA]

Garota Sombria Caminha pela Noite (2014), de Ana Lily Amirpour [EUA]

A Garota (Sheila Vand) perambula pelas noites de uma cidade iraniana abandonada e sem leis com um segredo: ela é uma vampira, e mata seres solitários para saciar a sede de sangue.

Respire (2014), de Mélanie Laurent [França]

Charlie (Joséphine Japy), tímida e comportada, é atraída imediatamente por Sarah (Lou de Laage), carismática e rebelde nova aluna da escola. As jovens logo passam a dividir intimidades, mas o relacionamento ganha ares estranhos quando verdades vêm à tona.

O segredo das águas (2014), de Naomi Kawase (Japão)

Uma noite, Kaito (Nijirô Murakami) descobre um cadáver flutuando no mar. Sua namorada vai tentar ajudá-lo a entender essa misteriosa descoberta. Juntos, os jovens vão tentar entender a natureza cíclica da vida, amor e morte.

Garotas (2014), de Céline Sciamma [França]

Garotas (2014), de Céline Sciamma [França]

Marieme é uma adolescente oprimida em seu ambiente familiar. Ao conhecer um grupo de meninas que clamam pela liberdade, sua vida muda completamente. Assim, ela passará a enfrentar os perigos advindos da sua condição social, em busca de sua liberdade e da vida que tanto sonha. 

Babadook (2014), de Jennifer Kent [Austrália]

Amelia (Essie Davis) ainda não superou a trágica morte do marido. A dificuldade em lidar com o rebelde filho pequeno Samuel (Noah Wiseman) ganha contornos sombrios ao encontrarem um livro chamado “The Babadok”.

O Julgamento de Viviane Amsalem (2014), de Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz [Israel]

Em Israel, somente os rabinos podem dissolver casamentos. Mas isso só ocorre se houver total consentimento do marido. Viviane Amsalem (Ronit Elkabetz) tenta um divórcio há três anos, mas seu marido nega.

Pessoas-pássaro (2014), de Pascale Ferran [França]

Pessoas-pássaro (2014), de Pascale Ferran [França]

Audrey (Anaïs Demoustier), uma jovem camareira de hotel, que vive entre o devaneio e a depressão, vê sua vida mudar após presenciar um evento sobrenatural.

Em Três Atos (2015), de Lúcia Murat [Brasil]

Por meio da dança e do livro Uma Morte Muito Doce, de Simone de Beauvoir, Murat se debruça sobre os desdobramentos da velhice na vida de uma mulher que rememora toda sua vida, brilhantemente interpretadas por Andréa Beltrão e Nathalia Timberg.

The Fits (2015), de Anna Rose Holmer [EUA]

Um retrato psicológico de uma menina de onze anos, que está participando de em uma equipe de dança, quando um surto misterioso de desmaios atinge a equipe e seu desejo de aceitação é torcido.

A atração (2015), de Agnieszka Smoczynska [Polônia]

A atração (2015), de Agnieszka Smoczynska [Polônia]

Terror musical polonês em que duas irmãs sereias enfrentam uma cruel e sangrenta dúvida sobre seus laços de irmandade quando uma delas se apaixona por um jovem e bonito homem.

Não é um filme caseiro (2015), de Chantal Akerman [França, Bélgica]

O documentário gira em torno da mãe da diretora Chantal Akerman, uma mulher que chegou na Bélgica em 1939 fugindo dos massacres e atrocidades vividas na Polônia.

Que horas ela volta? (2015), de Anna Muylaert [Brasil]

Quando o filho da patroa vai prestar vestibular, a filha de Val (Regina Casé) telefona, pedindo ajuda para ir à São Paulo, para fazer a mesma prova. Os patrões de Val recebem a moça de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir certo protocolo, a situação muda.

Virgem Juramentada (2015), de Laura Bispuri [Albânia, Itália, Suíça]

Virgem Juramentada (2015), de Laura Bispuri [Albânia, Itália, Suíça]

Hana (Alba Rohrwacher) não se conforma com o destino imposto às mulheres das montanhas da Albânia: serem esposas e empregadas de um marido. Indignada, ela consegue fugir e apelar para a antiga lei do Kanun jurando eterna virgindade. Em troca de seu sacrifício, ela não só passa a receber os mesmos direitos dos homens, mas decide se tornar um, passando a se chamar Mark.

A Loucura entre Nós (2015), de Fernanda Fontes Vareille [Brasil]

O filme se passa em um hospital psiquiátrico e traz histórias de pacientes, principalmente mulheres, que mostram as contradições da razão, nos fazendo refletir sobre os próprios conflitos, desejos e erros. O filme busca subverter tentativas de reduzir as personagens a marionetes de questões envolvendo a sanidade mental.

Mate-me por favor (2015), de Anita Rocha da Silveira [Brasil]

A rotina de Bia (Valentina Herszage), uma jovem de quinze anos, e de João, seu irmão, é alterada por uma série de assassinatos sombrios que mudam o cotidiano do bairro.

Divinas Divas (2016), de Leandra Leal [Brasil]

Divinas Divas (2016), de Leandra Leal [Brasil]

Documentário que mostra a trajetória das grandes divas que se apresentavam no teatro Rival: Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Eloína dos Leopardos, Brigitte de Búzios, Camille K., Fujika de Halliday e Marquesa.

Tempestade de areia (2016), de Elite Zexer [Israel]

Enquanto Jalila (Ruba Blal) tenta lidar com o casamento do seu marido com a segunda esposa, sua filha está preocupada com sua paixão pelo garoto da tribo vizinha que foi descoberta.

Minha amiga do parque (2016), de Ana Katz [Argentina]

Liz (Julieta Zylberberg) é uma mãe de primeira viagem que cuida do filho enquanto o marido viaja à trabalho. Sua rotina muda quando começa a frequentar a pracinha do bairro e conhece Rosa (Ana Katz).

O que está por vir (2016), de Mia Hansen-Løve [França]

O que está por vir (2016), de Mia Hansen-Løve [França]

Nathalie (Isabelle Huppert) é professora de filosofia, tem dois filhos que pouco vê e um companheiro há 25 anos. De repente, ela se vê diante de inúmeras mudanças e precisa se reinventar.

Todo o resto (2016), de Natalia Almada [México]

Dona Flor (Adriana Barraza) é uma funcionária pública que trabalha no mesmo local há mais de 35 anos. Apesar de estar habituada à sua imutável rotina, certo dia ela dá falta de seu gato, seu fiel companheiro e mudanças precisam acontecer.

Sem Deus (2016), de Ralitza Petrova [Bulgária]

Uma enfermeira que toma conta de idosos rouba suas identidades para vendê-las no mercado clandestino. Quando um deles, pelo qual ela sente algum afeto, percebe seus atos, tudo muda.

Curdistão: Garotas em Guerra (2016), de Mylene Sauloy [França]

Curdistão: Garotas em Guerra (2016), de Mylene Sauloy [França]

De Paris ate Sinjar, o documentário aborda a jornada do exército de mulheres curdas que enfrentam o ISIS para defender o seu povo. Enfrentando perigos diários, essas mulheres são as verdadeiras amazonas.

Gatos (2016), de Ceyda Torun [Turquia, EUA]

Na cidade de Istambul, existem mais do que apenas habitantes humanos. Através dos cenários inebriantes da belíssima cidade da Turquia, a diretora nos apresenta uma verdadeira carta de amor aos gatos da região que são cuidados pela população.

E a Mulher Criou Hollywood (2016), de Clara Kuperberg e Julia Kuperberg [França]

O documentário apresenta algumas pioneiras que fizeram parte da construção do cinema norte-americano, revelando a importância do papel da mulher no cinema. Além disso, também revela como machismo hollywoodiano, que relega as mulheres aos papéis secundários e silencia as histórias de pioneiras do cinema, precisa ser eliminado.

Toni Erdmann (2016), de Maren Ade [Alemanha]

Toni Erdmann (2016), de Maren Ade [Alemanha]

Winfried (Peter Simonischek) decide visitar a filha Ines (Sandra Hüller) na cidade em que ela mora, Budapeste. A iniciativa não dá certo, resultando em vários enfrentamentos entre pai e filha.

Docinho da América (2016), de Andrea Arnold [EUA, Reino Unido]

A adolescente Star (Sasha Lane) decide se juntar a um caixeiro viajante e cruzar o meio-oeste dos Estados Unidos, em meio a festas, crimes e amores junto com um grupo de desajustados.

Era o Hotel Cambridge (2016), de Eliane Caffé [Brasil]

Refugiados recém-chegados ao Brasil dividem com um grupo de sem tetos um velho edifício abandonado no centro de São Paulo. Além de ter que lidar com seus dramas pessoais vivem sob a tensão diária da ameaça de despejo.

Respiro (2016), de Narges Abyar [Irã]

Respiro (2016), de Narges Abyar [Irã]

Bahar é uma garota que mora com seu pai e a avó no Irã dos anos 70. A menina vive em um mundo onírico, completamente diferente da realidade conflituosa que a cerca. A obra se passa na mesma época da HQ “Persépolis”, de Marjane Satrapi, período onde as mulheres iranianas perderam direitos que haviam conquistado.

Certas Mulheres (2016), de Kelly Reichardt [EUA]

As vidas de Laura Wells (Laura Dern), Gina Lewis (Michelle Williams), Jamie (Lily Gladstone) e Beth Travis (Kristen Stewart) se entrelaçam de forma íntima e profunda, ainda que distante, conforme buscam seus lugares no mundo.

Alba (2016), de Ana Cristina Barragán [Equador]

Alba é uma menina tímida, de onze anos, que ao se mudar para a casa de seu pai após sua mãe ser internada, terá de enfrentar problemas de adaptação na nova escola e as consequências da puberdade em seu corpo.

Leia também:
>> O cinema do oriente médio e a revolução silenciosa das mulheres
>> 100 melhores filmes dirigidos por mulheres no século XXI (parte 1)
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24 semanas (2016), de Anne Zohra Berrached [Alemanha]

24 semanas (2016), de Anne Zohra Berrached [Alemanha]

Os dilemas de uma mulher que, grávida de seis meses, descobre que seu bebê foi diagnosticado com Síndrome de Down e um problema no coração. Abortar seria uma solução?

Raw (2016), de Julia Ducournau [França, Bélgica]

Justine (Garance Marillier), uma jovem tímida e vegetariana, é forçada a comer carne animal pela primeira vez no trote na faculdade e a ação provoca mudanças extremas em sua vida.

A cidade onde envelheço (2016), de Marília Rocha [Brasil]

Teresa (Elizabete Francisca) é uma jovem portuguesa que deixa seu país para morar no Brasil. É na casa de Francisca (Francisca Manuel), em Belo Horizonte, que uma interessante relação floresce e as faz repensar a si mesmas.

Eu não sou uma bruxa (2017), de Rungano Nyoni [Zâmbia]

Eu não sou uma bruxa (2017), de Rungano Nyoni [Zâmbia]

Uma menina de 8 anos é acusada de bruxaria e é levada em custódia pelo Estado, sendo exilada no meio do deserto. Lá ela passa por uma cerimônia de iniciação em que aprende as regras da sua nova vida como bruxa.

Praça Paris (2017), de Lúcia Murat [Brasil]

Camila (Joana de Verona) é uma terapeuta portuguesa que trabalha na UERJ, onde atende Glória (Grace Passô), ascensorista da universidade. Ao longo das sessões a relação entre as duas se transmuta.

Medea (2017), de Alexandra Latishev [Costa Rica]

María José (Liliana Biamonte) queria levar uma vida normal, sem que ninguém soubesse seu segredo: ela está grávida de alguns meses.

Entre-laços (2017), de Naoko Ogigami (Japão)

Entre-laços (2017), de Naoko Ogigami (Japão)

Tomo é uma garota de 11 anos que mora com sua mãe alcoólatra. Certo dia, a menina é abandonada por sua mãe e passa a morar com seu tio. Ele vive com sua namorada Rinko, uma mulher trans que trabalha como cuidadora de idosos. Tomo encontrará neste novo lar o amor e o amparo que sempre desejou.

As Boas Maneiras (2017), de Juliana Rojas e Marco Dutra [Brasil]

Ana (Marjorie Estiano) contrata Clara (Isabél Zuaa) para ser babá de seu filho ainda não nascido. Conforme a gravidez vai avançando, Ana começa a apresentar comportamentos cada vez mais estranhos e sinistros hábitos noturnos que afetam diretamente Clara.

Meditation Park (2017), de Mina Shun [Canadá]

Maria, uma doce senhora dona de casa, encontra uma calcinha no bolso da calça do marido. A partir daí ela começa a repensar sua vida e inicia um processo de independência. Impossível não se afetar pela bela interpretação de Cheng Pei-Pei.

Lady Bird (2017), de Greta Gerwig [EUA]

Lady Bird (2017), de Greta Gerwig [EUA]

Um filme que investiga a adolescência de uma menina no último ano do ensino médio, que deseja ir embora para alguma metrópole e deixar sua cidade sem graça na Califórnia. O maior desafio de Lady Bird são as constantes brigas com a mãe, que é doce, porém pode ser muito severa em certos momentos.

Como Nossos Pais (2017), de Lais Bodanzky [Brasil]

Rosa, interpretada otimamente por Maria Ribeiro, que vive um esgotamento em meio a tantas atividades corridas do dia-a-dia e pressões para ser a mulher perfeita. Ela não está realizada no trabalho, vive uma pequena crise no casamento, e após sua mãe trazer à tona uma informação inesperada sobre o passado, toda essa vida sustentada a custo de suor e lágrimas reprimidas desaba. Rosa precisa se reestruturar e descobrir quem é de verdade.

Café com Canela (2017), de Glenda Nicácio e Ary Rosa [Brasil]

Margarida está de luto há anos pela perda do filho. Enquanto ela se isola cada vez mais em sua casa, a vizinha Violeta, sua antiga aluna, a ajuda a reencontrar o sentido da vida. Um belo filme brasileiro sobre afetos e sobre a força de uma comunidade unida.

Mulher-Maravilha (2017), de Patty Jenkins [EUA]

Mulher-Maravilha (2017), de Patty Jenkins [EUA]

Primeiro filme de estúdio da década sobre uma heroína, Mulher Maravilha reivindicou o direito de que mulheres possam e devam ser retratadas no gênero de filmes de super heróis. Destaque para a cativante Gal Gadot no papel principal, e direção da habilidosa Patty Jenkins.

The Tale (2018), de Jennifer Fox [EUA]

Jennifer (Laura Dern) revisita as memórias de quando tinha 13 anos de idade e se depara com um passado traumático em relação àquilo que ela julgava ser o seu primeiro amor.

A Terceira Esposa (2018), de Ash Mayfair [Vietnã]

No Vietnã do século XIX, a jovem May, de apenas 14 anos, se torna a terceira esposa de um rico dono de terras, bem mais velho que ela. Acolhida pelas outras duas esposas, que a ensinam sobre as regras da vida com a nova família, May passa por um período de autodescobrimento, navegando o novo espaço que habita com ânsia pela adequação e reconhecimento.

melhores filmes dos últimos 20 anos dirigidos por mulheres

A Sombra do Pai (2018), de Gabriela Amaral Almeida [Brasil]

O horror usado para discutir as relações entre pais e filhas, mas sobretudo o que é, para uma menina de nove anos, ser obrigada a amadurecer.

O Processo (2018), de Maria Augusta Ramos [Brasil]

Mostrando os bastidores do impeachment de Dilma Rousseff, a diretora revela insights importantes sobre o que constituiu a crise política brasileira recente.

Nico 1988 (2018), de Susanna Nicchiarelli [Itália, Bélgica]

Road Movie que procura retratar os últimos anos da cantora Nico, em uma pequena turnê pela Europa em sua carreira solo. A atriz Tryne Dyrholm brilha no papel principal, com destaque para as eletrizantes performances no palco.

Bixa Travesty (2018), de Claudia Priscilla e Kiko Goifman [Brasil]

Bixa Travesty (2018), de Claudia Priscilla e Kiko Goifman [Brasil]

O corpo político de Linn da Quebrada é a força motriz desse documentário que captura a sua esfera pública e privada, ambas marcadas por sua incessante luta pela desconstrução de estereótipos de gênero, classe e raça.

Apagada (2018), de Miha Mazzini [Eslovênia, Sérvia, Croácia]

Ana (Judita Frankovic) dá à luz no hospital local e é informada de que sua ficha cadastral sumiu. De uma hora para a outra, ela passa a ser uma estrangeira em seu próprio país, sem documentos que comprovem que é uma cidadã eslovena e sem direito a estar com sua filha.

A noiva do deserto (2018), de Cecilia Atán, Valeria Pivato [Argentina, Chile]

Teresa (Paulina Garcia) é uma senhora que, ao longo de 20 anos, sempre trabalhou como empregada doméstica para a mesma família. Quando eles decidem vender a casa, ela perde o emprego e precisa se reinventar.

A camareira (2018), de Lila Avilés [México]

A camareira (2018), de Lila Avilés [México]

Eve (Gabriela Cartol) é uma jovem mãe solteira que trabalha longas horas como camareira em um hotel de luxo na Cidade do México, sonhando com uma vida melhor.

Sofia (2018), de Meryem Benm’Barek [Marrocos]

Filme de estreia da diretora Meryem Benm’Barek, premiada em Cannes por melhor roteiro na mostra Un Certain Regard. Sofia é uma jovem marroquina de 20 anos, que um dia começa a ter dores no abdômen durante uma refeição em família. Sua prima Lena, estudante de medicina, percebe que a menina está grávida e tenta levá-la ao hospital sem que a família desconfie.

Rafiki (2018), de Wanuri Kahiu [Quênia]

A relação de amizade de Kena (Samantha Mugatsia) e Ziki (Sheila Munyiva) transforma-se em um romance que passa a afetar a rotina da comunidade conservadora em que vivem.

melhores filmes dos últimos 20 anos dirigidos por mulheres

Atlantique (2019), de Mati Diop [Senegal]

Ada (Mama Sané) é apaixonada por Souleimane, mas foi prometida para outro homem. Na noite de seu casamento ocorre um incêndio e fenômenos sobrenaturais começam a acontecer.

Democracia em Vertigem (2019), de Petra Costa [Brasil]

Contado de um ponto de vista pessoal, que é costumeiro da diretora, o documentário aborda eventos recentes ocorridos na política brasileira e faz um apanhado sobre a derrocada do partido dos trabalhadores e a ascensão da extrema direita ao poder.

Sem rastros (2019), de Debra Granik [EUA]

Will (Ben Foster) e a filha adolescente viviam felizes e indetectados pelas autoridades durante anos em uma reserva florestal e, inesperadamente, são retirados e colocados sob a responsabilidade do serviço social.

Mormaço (2019), de Marina Meliande [Brasil]

Mormaço (2019), de Marina Meliande [Brasil]

Durante um dos verões mais quentes do Rio de Janeiro, Ana é uma advogada que trabalha defendendo os moradores de regiões em desapropriação para a construção das Olimpíadas de 2016, ao mesmo tempo que seu próprio prédio é vendido para um hotel. Aos poucos ela começa a desenvolver estranhas manchas na pele. Um excelente filme sobre o adoecimento na cidade, e com um final surpreendente. 

System Crasher (2019), de Nora Fingscheidt [Alemanha]

Com apenas nove anos de idade, Benni (Helena Zengel) cresce migrando de um lar adotivo para outro, assustando a todos com seus surtos de raiva. O serviço social contrata um especialista em controle de raiva para acompanhar Benni na escola.

Fora de série (2019), de Olivia Wilde [EUA]

Duas grandes amigas conhecidas por serem os maiores prodígios da escola se arrependem por terem estudado tanto e se divertido tão pouco e decidem correr atrás do “tempo perdido”.

Mormaço (2019), de Marina Meliande [Brasil]

Papicha (2019), de Mounia Meddour [França, Argélia, Bélgica, Qatar]

Nedjma é uma estudante universitária que tem sua vida afetada pelo acirramento conservador durante a guerra civil dos anos 90 na Argélia. Um belo filme sobre como a sororidade e o afeto ajudam as mulheres a resistir.

Filhas do Sol (2019), de Eva Husson [França]

O filme conta a história do batalhão das Filhas do Sol, que derrotaram o Estado Islâmico no Curdistão. Elas lutam para recuperar tudo o que o patriarcado lhes retirou, a vida, o futuro e a possibilidade de continuar. Filhas do Sol resgata a história dessas mulheres, além de fugir da narrativa eurocêntrica com a qual estamos acostumadas.

Capitã Marvel (2019), de Anna Boden e Ryan Fleck [EUA]

Carol Danvers é uma ex-piloto da aeronáutica que se torna uma das heroínas mais poderosas da galáxia. Ao se juntar à Força Estelar, uma equipe militar Kree, ela retorna à Terra com novas dúvidas sobre seu passado e sua identidade quando o planeta se encontra no centro de um conflito entre dois mundos alienígenas.

melhores filmes dos últimos 20 anos dirigidos por mulheres

Varda por Agnès (2019), de Agnès Varda [França]

De pioneira da Nouvelle Vague a ícone feminista, a diretora francesa Agnès Varda expõe seus processos de criação e revela sua experiência com o fazer cinematográfico.

Essa lista foi composta em conjunto por Samantha Brasil, Carol Lucena, Jessica Bandeira e Isabelle Simões.

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